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Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

TVI, Judite e o país que temos

Creio que o que vou dizer é injusto para parte da classe jornalística em Portugal, mas é o que é e a liberdade de expressão permite-me opinar sobre um produto que consumo todos os dias. Eu não estudei jornalismo mas tive esse sonho, e albergo ainda o desejo de poder fazer algo que comunique a sério com as pessoas, que as façam ver o que é importante, lendo e ouvindo. Não sei de códigos deontológicos, de regras próprias dos jornais e televisões, quem paga ou não paga para verem as notícias correrem de feição e não alarmar quem não se deve. O que sei é que o dinheiro compra tudo, e mesmo que não compre felicidade, as pessoas procuram-no mais do que a própria felicidade e isso diz muito da sociedade que se foi formando de forma egoísta e capitalista. O dinheiro compra o silêncio e a falsidade, mas não compra a capacidade que nós, leitores, temos de dissecar o que é ou não verdadeiro.

 

Fala-se da polémica da TVI e da Judite sobre a peça que foi feita junto ao cadáver nos fogos de Pedrogão Grande. Pergunto a quem tem o sonho de fazer jornalismo a sério: o que pensam disto? Vêem-se no futuro a serem pagos para fazerem de tudo por interesse dos jornais/televisões? Como se sentiriam a gravar junto a um cadáver como se nada fosse? Não, em momento algum, vos chocou o facto de não estarem a informar mas a criar um situação que pode pôr em causa toda a vossa credibilidade humanística? Para que serve, hoje em dia, o jornalismo? Que MERDA de patrão, produtor, um badameco qualquer que esteja no momento, pode dizer: "Oh Judite, o que era engraçado para as audiências era que tu te pusesses ao lado do morto e fizesses uma reportagem.". Mas o que é isto?

 

A televisão tem muita força. E acho espantoso que tudo isto, e muitos outros exemplos, por exemplo, na CMTV, tenham realmente audiências e sejam vistas de forma mais ou menos normal. Não há uma resposta cabal ao insano, ao realmente estúpido e ordinário. A TVI voltou a ganhar, porque como foi emitido: "não recebemos lições de ninguém.". Tudo normal.

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Andam a brincar à temperaturas? 41 graus?

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Sou uma pessoa equilibrada, e isso equivale dizer que este calor é tudo menos equilibrado. A menos que esteja numa água que esteja a 15 graus porque aí não vou sentir é nada. Não percebo nada deste tempo, e permitem-me dizer-vos isto (e magoar até quem se lembrar de passar umas boas férias em Agosto): Agosto vai estar pior do que agora. É que parece-me que isto é queimar cartuxos da festa e que, quando chegar o tempo dele, nada vai ser igual. Mas tem uma coisa chamada "Secar roupa". Bela invenção esta!

 

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Bom dia!

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Nada melhor do que sair do trabalho com o sol a nascer. Parar num café para saborear o primeiro pão do dia, ainda quente, com a manteiga a derreter, enquanto saboreio o galão de sempre. Ainda tenho tempo de verificar as primeiras notícias do dia na televisão, enquanto a menina da meteorologia (nevermind, já não existe) nos vai dando as últimas do tempo. O tempo flui, o comboio vai dando sinal no terminal (onde pára a voz estridente do senhor que anunciava os comboios), os autocarros arrancam para as primeiras enchentes e as olheiras multiplicam-se por aí. Há um bom dia tímido das pessoas bem dispostas, e a arrogância tímida dos mal educados. Há os polícias que agora andam de metralhadoras, dizem que é por causa do terrorismo. Ainda existem os que pedem dinheiro pelas grandes causas da humanidade. E há apitos. Há buzinadelas desconcertantes de gente nervosa e com birra do sono. Há quem discuta, há quem se encoste à pessoa amada. 

Com'on, não sabe bem viver? 

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[Review] O Livro Sagrado da Factologia -- Rui Zink

Eis a review do livro que acabei de ler. Venha outro!

 

O Livro Sagrado da FactologiaO Livro Sagrado da Factologia by Rui Zink
My rating: 3 of 5 stars

Acabei o livro com uma grande lição: "Facto é um facto." e é sobre esta premissa que o livro se desenrola, de forma maçadora por vezes mas com alguns rasgos de génio. A nível da linguagem utilizada até achei revitalizante, por ser bastante diferente do que estamos habituados, baixando ao nível do comum dos mortais. No geral achei uma leitura ligeira, mediana qualidade.

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Segurança de bairro

Percebo Pessoa, quando se sentra em frente à janela a observar em silêncio as pessoas na rua. Imaginamos os diálogos, os gestos característicos, quem passa e quem não passa, com uma atenção tal que podíamos ser perfeitamente o segurança do bairro que tanto nos falta. É que o tempo aqui flui, como ler, escrever ou ouvir música. O tempo é despido de carne, porque isso é que não percebo porque custa tanto a passar às vezes, e noutras tão pouco - inexplicável? talvez. Gosto da sensação de ser transportado para uma vida paralela, onde podemos errar, treinar e medir a força das coisas como bem entendermos. É que nesta vida - a real - tudo tem um peso e medida, e consoante o tempo, a pessoa ou o espaço, tem diferentes interpretações, o que nunca foi bom. Não digo que a vida em paralelo filtrasse o erro mas filtrava a inexperiência, a inabilidade, a inconstância. 

 

 

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Feira do Livro de Lisboa

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A feira do livro de Lisboa, a partir de certa altura, parecia mais uma mostra gastronómica do que propriamente uma mostra de livros a preços vantajosos. É que por cada três stands de livros aparecia um roulote de comida, o que permitia que famílias inteiras pudessem lá ir (os que lêem e os que não). A feira do livro de Lisboa permitiu-me ter na cabeça uma ideia um bocado complicada de gerir: a de me apetecer comprar os livros todos (já custa) mas pior é querer comprar os livros da minha lista e serem todos caros na mesma.

 

Nesta visita houve uma situação que fez com a minha visita à feira fosse memorável, que começou com o seguinte diálogo ao longe, de um senhor sentado com uma pequena mesinha branca, ao qual reconheci logo:

- Você é do Sporting?

- Sou.

- Então venha cá.

Numa mesinha pequena com 3 pequenos montes, um por livro, estava uma antiga glória do Sporting, Pedro Gomes, que esteve na última conquista europeia do clube, em futebol, em 1964. Ao explicar-me o teor do livro percebi que era desnecessário mas ao mesmo tempo necessário, porque compreender um episódio que ocorreu 26 anos antes de nascer, só mesmo em livro e nada melhor do que por uns dos autores. Transportou-me para outros tempos e não podia sair dali sem o livro dele, com uma dedicatória especial. Agora percebo o fascínio pelos autores, porque ler e ver quem escreve tem outro sabor.

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