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Domingo à tarde

Vais dizer-me que não gostas...

Domingo à tarde

Vais dizer-me que não gostas...

30.Ago.17

#1 Chucha-me o nabo

Chucha-me o nabo surgiu quando num grupo de amigos proferi tais palavras e a risada iniciou-se. Tal como qualquer marketer, sentindo-me como tal, pensei: "Olha, isto é coisa para pegar!" e assim foi. Quer dizer, não peguei nem vão pegar. Muito menos chuchar...vocês perceberam. Para hoje trago-vos uma teoria da batata (ou não), querem? Claro que querem, também não terão escolha. 

Porque é que depois da adolescência tempo é incrivelmente rápido? 

Nós durante a juventude paramos muito para falar, brincar e descobrir o mundo. Depois disso fazemos o mesmo, mas acumulamos maiores responsabilidades. Damos por nós a desejar que a vida comece a partir das 18h quando o trabalho acaba,que cheguem as horas tardias porque queremos dormir e esquecer o cansaço. Desejamos que o tempo avance porque avançando vivemos. E apreciamos pouco o trabalho, o meio fechado em que se encontram porque estamos ali por objectivo, por força e bem sabemos como são as coisas quando temos de fazer frete. Então o tempo é rápido e quando chegamos a uma altura da vida, queremos abrandar o tempo, reviver outros tantos anos perdidos, ter os filhos dos filhos que nunca soubemos ter, apurar os sentidos e fazer as coisas que achamos não ser capaz. Mas vamos perdendo as faculdades,  porque a vida envelhece também é é por isso que o ritmo abranda. É difícil perceber quando devemos parar, principalmente com esta ânsia de viver tudo ao mesmo tempo num curto espaço de tempo. E de tão difícil que é, é que depois nos arrependemos, nos enxergamos de que tudo é belo e que temos o dom de perder. E ontem pensei nisso quando na ânsia de querer férias que terei em Setembro, esqueci-me que a vida existe agora, as pessoas, as coisas e que devemos cuidar sempre. Depois sim, poderei ir em paz mas até lá...

29.Ago.17

"Nós depois conversamos!"

Quem nunca ouviu isto.

Acho que nunca senti tanto medo, e olhem que o terror de uma criança, além de genuíno, deixa mazelas.

O medo de não saber o que se passava, o que foi feito ou o que iria acontecer. Não saber se iria cair uma chinelada, uma mão mortífera que deixaria marca, um calor localizado difícil de esquecer ou até a vergonha de nos gritarem no meio da rua, porque na escola tentávamos encontrar a nossa identidade mas em casa éramos os verdadeiros "conas".

O medo desesperante de querer ver resolvido no momento em que se proferia estas palavras, mas que só iria acontecer horas depois ou nunca, caso a progenitora se esquecesse do sucedido. Aqui aprendemos da pior maneira como deveríamos ajudar em casa, a comportarmo-nos ou a perceber quem manda. É que às vezes servia para nos calar, para não chorar ou para ver o quão frágeis somos perante tal autoridade.

O medo.

Hoje só o "Vai despejar o lixo" soa-me a ultimato e chego a acreditar que um dia ainda me manda com um caixote cheio em cima. Porque vamos sempre a tempo de aprender.

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