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Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

Expectativa vs Realidade

Hoje o trabalho chamou-me às 5h30 da manhã.

Podia resmungar? Podia.

Podia queixar-me de que o sono era muito? Podia.

Podia desesperar por a hora ser complicada? Podia.

Não o fiz.

Mas também não acordei felicíssimo da vida, cheio de energia e pronto a enfrentar o dia. Mas enfrentei porque existem as coisas que não apetecem ser feitas mas têm de ser feitas, e essa é a verdade mais absoluta que eu conheço na minha vida. Às vezes, e creio que vou ser injusto, somos demasiados lisonjeiros.

Lisonjeiros connosco próprios.

Lisonjeiros com os outros.

Lisonjeiros com a nossa própria luta.

Porque muitas vezes não nos diz nada quando nos sai do suor uma peça de fruta e queríamos a árvore inteira. Não percebemos a importância do caminho que traçamos só porque a expectativa fixou-se uns furos abaixo do que queríamos.

Basta sermos realistas e aceitar a nossa condição, seja ela qual for. Porque o tamanho da luta é proporcional com o tamanho da capacidade de sacrifício. Às vezes puxar pelo rabo não serve, é preciso pegar pelos cornos (que digam os forcados amadores por esse país fora).

Expectativa, meus caros.

A expectativa é que define a ilusão e a desilusão.

Ilusão vs Desilusão.

hippie-mrec

3 coisas a ter em conta na vida

O respeito, a espera e a paciência.

 

O respeito é uma coisa muito chata que leva a que, por ordem de chegada, as pessoas tenham que estar numa fila e esperar.

E esperar parece ser uma tarefa que requer algum tempo de adaptação, sobretudo mental, a quem o tempo além de precioso dá-lhe urticária em quantidade proporcional com o número de minutos em espera. Ora atentem e irão certamente lembrar-se de situações semelhantes:

- Olhe desculpe, estamos todos na fila para entrar no autocarro;

- E então? Isto leva 50 pessoas, somos uns 10 no máximo!

- Eu sei, mas é uma questão de respeito, devia aprender;

- Foda-se! Mesquinha de merda.

E foi uma viagem pacífica, e ao olhar para a dita senhora de fones nos ouvidos, percebi que há pessoas realmente, digamos, que são uma merda e que só cá estão para gozar o pouco oxigénio que temos. E ainda vamos ouvir falar dela nos programas da TVI, em alguma máquina da verdade, dizendo que leva do marido, que nunca deixou de o respeitar, porque ele acha que ela anda a meter-lhe os cornos com a vizinha do 2º esquerdo, coisa que ela não aceita porque "ah e tal, não é bem assim".

E ia dizer algo sobre esperar. Requer paciência, mas requer sobretudo a capacidade de perceber porque se espera e quando se queixar de uma espera. É que, caso a senhora não tenha percebido, não vivemos sozinhos e ainda temos de partilhar transportes públicos, hospitais públicos, etc.

 

hippie-mrec

Multibanco adormecido no meio do Alentejo

Dono do restaurante, no meio do Alentejo,  virando-se para o multibanco:

- Então, queres dormir ou quê? 

E vendo que não dava em nada. 

- Bem, tem ali uma Caixa Geral em frente, já viu não já?

Para bem entendedor... 

 

E a vida passa devagar por aqui. Com ou sem dinheiro, com ou sem multibanco. E este mesmo adormeceu porque quem manda andar sem dinheiro? 

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hippie-mrec

Lembram-se disto?

Enquanto passeava no sono, pensava no quão real os sonhos e as imagens que traçamos na nossa cabeça podem ser tão reais e transparentes. 

 

Eis o que me lembro:

 

Enquanto me sento nas escadas do alpendre da casa do meu primo C., reparo no ar distante dele

- Então, há muito tempo aqui? 

- Olha acabei o que queria fazer e vim tomar conta dos pequenos. 

Viramos a cabeça ao mesmo tempo para o sítio onde estavam as crianças e ali ficámos a segui-las com o olhar

- Imaginavas tudo isto há 10 ou 20 anos? 

- Não, nada, mas é seguramente melhor do que pensava. 

- No outro dia lembrei-me de todos nós, um arraial de primos, tios, tias, netos, avós, pais, irmãos, tudo...em Tróia, quando ainda era a nossa Tróia. 

- Os barcos verdes e brancos...pois é, lembro-me tão bem. 

- Metade da praia era nossa! 

E rimos os dois. Muito.

- Levávamos panelas, uns quê...7 ou 8 chapéus? 

- E mandarmo-nos para a água ainda o barco estava a atracar? Isso sim! 

O semblante do rosto cai em ambos

- É, tenho é saudades da despreocupação, da irresponsabilidade, de sentir que o tempo passava muito mais devagar, isso sim! 

- Parece que tudo é tão rápido agora, né? 

 

E acordei. Acordei a olhar para o horizonte escuro do meu quarto, sem o barulho, sem as crianças, sem alpendre ou natureza alguma para se fazer ouvir. 

E reflicto. Reflicto este tempo que corre e nós, impotentes, vamos correndo atrás dele. 

hippie-mrec

Retenção de Líquidos é apenas uma miragem

Tenho uma teoria e quem sofre com isto vai adorar.

Como o Verão está forte, com calores que derretem uma pessoa até ao tutano, a necessidade que o corpo tem em reter líquidos é maior.

Logo, existem pessoas mais inchadas, que com o Inverno irão desinchar certamente.

Sendo assim, creio que com esta informação, tudo ficará mais descansado porque é tudo fruto da natureza, até porque não existem gordos mas sim um conjunto de pessoas que tiveram a infelicidade de incharem mais do que as outras pessoas.

 

Aviso: não vale a pena espetarem alfinetes que não são nenhuns balões.

hippie-mrec

Digam lá: são felizes?

Regresso a casa, como todos os dias, com o sentimento de missão cumprida. Muito mais que dinheiro e contas para pagar, o facto de não se levar trabalho para casa é estupendo. Sabe bem pertencer a uma máquina que move o centro nevrálgico da nossa democracia, ter apenas de me preocupar nas horas laborais para acabar em casa, descansado desta rotina, que me deixa tempo para pensar e fazer tudo o resto que há para pensar e fazer. E isto é muito importante de descortinar quando temos de fazer o sacrifício de trabalhar por dinheiro. Mas defendo que devemos ter o mínimo de compaixão pelo que fazemos, senão além do trabalho de casa (ou não), levamos a certeza de que o amanhã continuará a ser um martírio. E nenhum dinheiro paga a infelicidade de se estar, seja onde for, num autêntico frete. E só posso estar feliz, onde imperando o respeito, o meu dever é escrupulosamente cumprido. 

E vocês, são felizes? São mesmo?

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