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Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

Estas voltas ao estômago...

Uma semana depois voltei. Não, não fui de férias, apenas as ideias é que foram embora de férias. Falo-vos neste momento com um ligeiro problema de estômago, que é o sítio onde em princípio começa a dar voltas quando oiço falar do que ouvi nos últimos tempos. Ora sai uma independência da Catalunha para a mesa 1, ora sai os incêndios para a mesa 2. E adivinhem qual dos dois não está resolvido? Exacto, nenhum. Tanta conversa, tanta gente que opina e não vejo resolução para nada. Ninguém falou com os catalães, depois ninguém falou com os lesados dos incêndios (os verdadeiros, entenda-se), nada. Só vejo políticos e politiquices e uma mão cheia de gente que não passa de caca, mal cheirosa, nojenta e incapaz de decidir o que quer que seja. Ah e ainda temos a questão as petições, que em vez de ser vista como algo positiva, serviu para verificarem quantos homens assinaram e com base nisso opinarem de forma violenta contra a classe masculina. Uma vez mais...zero soluções mas ideias há muitas e pessoas então nem se fala.

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#9 Hora da Sesta

A folga é uma instituição que devia passar a ser de utilidade pública. Quem passa por ela, invariavelmente, acaba por ficar com saudades. De tal maneira que mesmo antes da suposta folga, já as pessoas se perguntam e contam os dias para chegar a ela. A isto chamo de amor. Um amor que não pede reciprocidade, não pede dinheiro e muito menos pede explicações. Ela chega-nos e nós gozamos na plenitude (um brasileiro que leia isto fica doido e perguntar-se-á porque raio gozamos nós em Portugal). Quer dizer, na plenitude não é bem assim. Realmente ela dá-nos a possibilidade de passar 1, 2 ou mais dias em descanso, nós é que teimamos em encher a agenda e fazer coisas que nos tiram o descanso. 

Hoje foi o dia, e amanhã continuará a saga.

 

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#9 Follow Friday - A desconhecida

Por ocasião do primeiro aniversário do seu blogue, hoje faço questão de deixar para a posterioridade este espaço, para que se possam deleitar no desconhecido (fazendo jus ao nome) e quiçá ficarem fãs. Se não ficarem, eu fico sem o meu cachê. Estou a brincar. Ninguém me paga para isto.

Mas...visto que o frio está a chegar a passos pequeninos, vão precisar de um quentinho, de uma companhia sempre atenta, pronta a abraçar os vossos corações. Consigo cativar-vos assim? É que pretendo que encham as estatísticas do blogue fortemente.

 

Vá lá, ela merece

 

Senhoras e senhoras, meninas e meninos....A desconhecida

 

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A elegância dos tempos

Ao longe vejo chegar o comboio da alegria

Vem apressado o rapazote

apita e esfumaça, coitado

de linho vestido e um laçarote.

 

Os carris gritam a cada passagem

a madeira range, o horizonte desaparece

e o apito que era de longe, aproxima-se

ao chegar nem sei o que se parece.

 

As carruagens alinhadas

adornadas a pinho e cortinados

multiplicam-se vénias, chapéus e elegância

e bancos impecavelmente bordados.

 

E agora tomo o verso a este século

onde tudo é uma grande mentira

onde a elegância passou a desmazelo

e a memória, essa ninguém ma tira.

20-10-2017

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Temos sabugo para hoje, querem fazer o favor de ler?

Descobri uma lacuna (há sempre aquele javardo do "oh oh lacona?" e ri-se). Bom, como ia a dizer, descobri uma lacuna no nosso sistema de ensino e que é imensamente ignorado pelas sociedades em geral. Todos nós, em alguns momentos da nossa vida, tivemos porta-chaves novos, correcto? Chaves novas para enfiar em porta-chaves velhos também. Mas o que me traz aqui hoje é o seguinte: quem ensina a colocar docemente tais chaves em tais porta-chaves, sem que se lesione num dedo, numa unha e, no pior dos casos, num sabugo? Por falar em sabugo, creio que nunca um espaço mencionou tal nome e logo algo que representa sempre chatices para toda a gente porque quando abre...

Mas...voltando ao essencial: quem ensina isto? Onde anda o Ministro da Educação no que não toca a este assunto?

É que não posso ser sempre eu a chafurdar na ferida, não é?

Sabugo. Que nome lindo.

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Tragam-me a cama, precisamos de conversar

O cansaço das horas mal dormidas apoderou-se de mim. Sinto os olhos cansados, pesados, vergados a um peso tal que só pode ser comparado a uma bigorna que acaba de cair do centésimo andar. E vou olhando o relógio que teima em estar parado, tal é a lentidão com que anda como se nunca tivesse andado.

Esperava que fosse mais tarde (esperamos sempre), na ânsia solene de que o dia de trabalho acabe, ou a noite de trabalho, para que regresse à minha cama e me permita estar um par de horas perdido nos laços dos sonhos e dos mundos paralelos.

A cama que é, num estado caótico como este, como algodão debaixo de mim, que se vai ajeitando às minhas curvas, que vai fazendo parte dos grunhidos de satisfação que vou lançando enquanto me deixo levar pelo descanso do esforço mental de me manter acordado.

E hoje quero, agora quero, como se tratasse de uma prenda de Natal, que me tragam a cama. Desejo-a ardentemente porque há dias que devo horas a ela e nunca gostei de dever nada a ninguém.

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