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Domingo à tarde

Não gostas, queres ver!

Domingo à tarde

Não gostas, queres ver!

20
Out17

A elegância dos tempos

David Marinho

Ao longe vejo chegar o comboio da alegria

Vem apressado o rapazote

apita e esfumaça, coitado

de linho vestido e um laçarote.

 

Os carris gritam a cada passagem

a madeira range, o horizonte desaparece

e o apito que era de longe, aproxima-se

ao chegar nem sei o que se parece.

 

As carruagens alinhadas

adornadas a pinho e cortinados

multiplicam-se vénias, chapéus e elegância

e bancos impecavelmente bordados.

 

E agora tomo o verso a este século

onde tudo é uma grande mentira

onde a elegância passou a desmazelo

e a memória, essa ninguém ma tira.

20-10-2017

20
Out17

Temos sabugo para hoje, querem fazer o favor de ler?

David Marinho

Descobri uma lacuna (há sempre aquele javardo do "oh oh lacona?" e ri-se). Bom, como ia a dizer, descobri uma lacuna no nosso sistema de ensino e que é imensamente ignorado pelas sociedades em geral. Todos nós, em alguns momentos da nossa vida, tivemos porta-chaves novos, correcto? Chaves novas para enfiar em porta-chaves velhos também. Mas o que me traz aqui hoje é o seguinte: quem ensina a colocar docemente tais chaves em tais porta-chaves, sem que se lesione num dedo, numa unha e, no pior dos casos, num sabugo? Por falar em sabugo, creio que nunca um espaço mencionou tal nome e logo algo que representa sempre chatices para toda a gente porque quando abre...

Mas...voltando ao essencial: quem ensina isto? Onde anda o Ministro da Educação no que não toca a este assunto?

É que não posso ser sempre eu a chafurdar na ferida, não é?

Sabugo. Que nome lindo.

imagem

 

19
Out17

Tragam-me a cama, precisamos de conversar

David Marinho

O cansaço das horas mal dormidas apoderou-se de mim. Sinto os olhos cansados, pesados, vergados a um peso tal que só pode ser comparado a uma bigorna que acaba de cair do centésimo andar. E vou olhando o relógio que teima em estar parado, tal é a lentidão com que anda como se nunca tivesse andado.

Esperava que fosse mais tarde (esperamos sempre), na ânsia solene de que o dia de trabalho acabe, ou a noite de trabalho, para que regresse à minha cama e me permita estar um par de horas perdido nos laços dos sonhos e dos mundos paralelos.

A cama que é, num estado caótico como este, como algodão debaixo de mim, que se vai ajeitando às minhas curvas, que vai fazendo parte dos grunhidos de satisfação que vou lançando enquanto me deixo levar pelo descanso do esforço mental de me manter acordado.

E hoje quero, agora quero, como se tratasse de uma prenda de Natal, que me tragam a cama. Desejo-a ardentemente porque há dias que devo horas a ela e nunca gostei de dever nada a ninguém.

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