Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

Escrever em Portugal

Escrever, é tudo o que faço quando tudo o que havia para fazer já foi feito. E escrevo para desafiar as palavras, equilibrar a musicalidade das coisas, o conceito, o conteúdo e o preceito. E escrevo quando as horas me chamam, de manhã à noite, entre feriados e não feriados. O acto é puro, como as minhas palavras, e é por isso que sonho muito, para poder desabafar, falar na solidão que me contém quando escrevo. É que além de puro, o acto é solitário, desconhecido e fundamental. Não basta ter ideias e palavras bonitas, é preciso senti-las. E cada sentimento na nossa língua tem uma palavra ou um palavrão, e é por isso que fico, deixo-me estar porque há coisas que não encontrarei em outro lado. Pudessem todos os outros ter a nossa língua onde pudessem beijar o céu e o coração, gemer de prazer e exclamar de satisfação, tudo ao mesmo tempo, e seríamos todos versados na felicidade que tanto falta a Portugal. 

apoio-escolar-pnl-billboard

Obrigado por acreditarem no que escrevo!

Estou muitíssimo feliz por ter a oportunidade de figurar entre os 5 finalistas da categoria Opinião, para os Sapos do Ano 2017. Eu nunca escondi que o que escrevo aqui é para quem lê, mesmo sabendo que é a grande plataforma que tenho para ser quem sou, sem filtros e sem fato e gravata. E saber que mereço, entre outros tantos blogues, estar na votação final é muito gratificante. Votem e votem muito, só assim podemos acrescentar responsabilidade a todos nós que todos os dias damos alma à blogosfera nacional e sobretudo a uma arte que muitos parecem querer matar todos os dias: o da escrita.

Capture.JPG

 Obrigado!

 

Votação final - Sapos do Ano 2017

 

007A12615190482DB8C2AC34C51C9C28 (1).png

apoio-escolar-pnl-billboard

Nomeado para os Sapos do Ano

Estou extremamente feliz por fazer parte da votação para os melhores Sapos do Ano 2017. Realmente merecermos na vida o reconhecimento de alguém, oficial ou oficiosamente, dá-nos sempre alento para continuar.

E creio que ganhei anos de vida por saber que me lêem, que perdem tempo a ler o que escrevo porque são para essas pessoas que o faço, e não para mim, porque senão tinha escrito um diário.

Mas também reconheço que escrevo porque outros escrevem e me dão inspiração. Porque os outros pontos de vista, dão-me a percepção das coisas que desconheço, por pessoas que à partida também desconheço, e portanto...não têm filtros.

E o que vou dizer não é derrotista mas um claro sinal de que entendo que há obras muito maiores que a minha: não vou vencer na categoria onde estou inserido. E digo-o porque terei muito a aprender com quem está acima e me dá esperança que a escrita, a cultura e o riso nunca irão morrer. 

Obrigado a quem me recomendou, terei todo o gosto de pagar um café e trocar dois dedos de conversa.

 

Lista de nomeados

apoio-escolar-pnl-billboard

Qual o preço de manter o espírito de natal?

Fiz esta pergunta quando passou mais um Black Friday e não pude deixar de reparar na violência consumista que vai crescendo de ano para ano, na violência física que se pratica um pouco por todo o mundo, mal abrem as lojas pela manhã para conseguirem as promoções que tanto anseiam, causando o pânico, o caos e nem sei se houve mortos, mas...

A meu ver o Natal não morreu, ainda vai permanecendo no imaginário de muita gente, das crianças, de tudo. Mas só vejo azáfama, dinheiro a jorrar e confusão exagerada das pessoas. Eu procuro as luzes na rua, as musiquinhas em loop, o frio que nos congela e nos transporta para a visão de neve à janela e a lareira dentro de casa a crepitar. E felizmente o Natal é a única época onde posso e onde podemos tirar o dia realmente para festejar com quem amamos, encher a mesa para os convidados, ver com total admiração para a repetição 2569 do Sozinho em Casa, as crianças doidas à espera da hora e que acabam por adormecer pouco tempo antes da meia noite. A tradição não morreu.

E garanto-vos uma coisa: se o Natal morrer, morre parte da vida e das memórias. Morre o imaginário de sermos felizes mesmo não sendo e morre o brilho no olhar de uma criança e até nos adultos que as acompanham.

É por isso que eu espero por esta altura para ser um bocadinho mais feliz do que já sou.

Resultado de imagem para black friday cartoon

apoio-escolar-pnl-billboard

Porquê perder tempo?

O tique-taque das horas não perdoa, a menos que deixemos de lhe dar corda. E isto podia a metáfora para grande parte das situações do dia-a-dia, da vida em geral. É a corda que nos segura, nos ampara e nos favorece. O problema é quando dependemos de um fiozinho, fraco e indefeso, acabamos por nos separar daquilo que nos mantém. Vou-vos contar uma história: havia um menino (vou chamar-lhe Pedro) que tinha uma alegria infindável, contagiante, soberba até. Certo dia, uma dor assombrou-lhe o baixo ventre e, por entre vómitos e dores horrorosas, Pedro e os pais vão ao hospital mais próximo. Entre pulseiras das cores do arco-íris e o ser atendido, contei-lhe 4 horas. As dores cresciam, ao contrário das palavras de conforto que começavam a escassear. Mas vamos poupar ao leitor maior demora: o Pedro tinha cancro.

 

Uma criança que era a luz dos olhos dos seus pais, dotada de uma felicidade infinita, vê-se nas amarras frágeis de uma doença como esta. Os pais, em completo desespero, temem por tudo, até pelas parcas palavras que têm para lhe dizer, ao seu mais que tudo. 

 

Isto tudo para quê? Para vos dizer que as cordas são feitas de pequenos fios todos juntos. Ao longo da vida eles vão partindo e vão enfraquecendo todo o conjunto. É definitivo, nenhuma matéria é imortal.

 

Por isso pergunto: Porque raio andamos a perder tempo com o que não interessa?

 

Bom dia. 

apoio-escolar-pnl-billboard

Pág. 1/4