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Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

Os autocarros da vida

Ontem, antes de embarcar no autocarro em Braga para Lisboa, vi os abraços emocionados de quem parte e de quem fica. Há qualquer coisa no sentimento de perda, de distância que é anti-natura. Há algo que permanece incólume aos olhos de quem fica, que pesa, mói e envelhece. Não é fácil deixarmos quem amamos, certo? Mas nada nos prepara quando elas fogem para longe pelas mais diversas razões. E são estas coisas que me fazem achar que as tecnologias nunca conseguirão realizar: tornar físicas as emoções, que nenhum algoritmo computorizado consiga desvendar. Os olhos humedecem só de olhar, e isto seria desvendar uma razão que permanece intocável, que vai muito para além de uma ideia feita. O trabalho, os estudos, a vida vai começando a desviar-se das pequenas povoações, as oportunidades fogem e os abraços multiplicam-se porque só ao longe se consegue viver em pleno. Viver não, sobreviver. Nenhum dinheiro paga as nossas raízes, a nossa casa, as nossas gentes e pessoas, as nossas coisas. Nenhum trabalho nos dá a saúde de sermos felizes com o que é nosso.

 

Então apanhamos os autocarros da vida, porque tudo isto deixou de ser simples, e tudo é tão simples se quisermos todos.

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Viver sorrindo e andando

Ninguém se acha

pai ou mãe

Da razão. 

Se o engodo desencanta

A expressão não colabora

As palavras se enrolam. 

 

Vivi noite e dia

para estar

para ser o que sou. 

Só não fiz o que não me competia

O que não me satisfazia 

O que fazia de mim

O que nunca fui. 

 

Então sorrimos. 

Sorrimos e andamos

Que às tantas, de tantas

Voltas que o mundo dá 

Viajamos e vivemos

Num total sorrindo

E estou-me cagandismo. 

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Fenómenos de Marketing no meu blogue?

Há um fenómeno interessante que o Marketing é capaz de me explicar. Sei que não sou escritor, e apesar de querer que isto soe a um bom Nestum, por vezes soa a Pensal - boa analogia? Não? Prossigamos.

É que nos dias que não tenho escrito fui mais vezes destacado pelo Sapo, mais comentado, mais visto. Quando ando por aqui, afasto as pessoas. Que fenómeno é esse? É o meu Rexona que tem um cheiro enjoativo? Ou o meu perfume encorpado importado a.k.a. disfarce de banho não tomado que faz-se notar pelas piores razões? (Nota: tomo banho, não o faço mais vezes porque está frio, tudo mirra e depois fico sem nada para lavar).

No entanto, vós sois uns queridos em aparecerem aqui no meu espaço, até para conhecerem novas pessoas na minha caixa de comentários, que é para mim o Santo Graal dos objectivos que tenho quando escrevo...conhecerem-me, conhecerem outras pessoas, conhecerem-se (já aconteceu).

De resto, que venha o ordenado. É que este mês já está a ser grande demais e parecendo que não...era de bom tom dar cor à minha conta bancária.

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Manhãs complicadas, marotices à Bocage e é isso

Bom dia.

É com um olho meio fechado e outro meio aberto que digo: e ao quinto dia...descansei.

Poder dizer com clareza que agora só volto lá para segunda, com "energias" renovadas, é algo que me conforta, me alegra e me fascina.

Deixo-vos aqui com um poema do grande Bocage, que até calha bem porque hoje vou visitar a terra dele.

Porquê um poema a uma hora destas? Perguntam vossas excelências.

Perguntarei por cima: porquê a vida?

Pois.

Bocage, senhoras e senhores:

Esse disforme, e rígido porraz
Do semblante me faz perder a cor:
E assombrado d'espanto, e de terror
Dar mais de cinco passos para trás:

A espada do membrudo Ferrabrás
De certo não metia mais horror:
Esse membro é capaz até de pôr
A amotinada Europa toda em paz.

Creio que nas fodais recreações
Não te hão de a rija máquina sofrer
Os mais corridos, sórdidos cações:

De Vênus não desfrutas o prazer:
Que esse monstro, que alojas nos calções,
É porra de mostrar, não de foder.

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Qual o preço de ter tempo de qualidade com os outros?

Sei que as horas são propícias a devaneios estúpidos, insensatos ou confusos. Mas a pergunta que me fiz até foi bastante válida, porque realmente qual será o preço de voltarmos a ter tempo de qualidade com os outros, sem que sejamos impostos pelas - desculpem o pleonasmo - imposições da vida? Qual o preço de fazer as coisas por fazer, sem que tenhamos forçosamente de fazer para compensar? (Percebem a diferença?).

Nós lutamos de forma errada todos os dias por tempo de qualidade, e de forma inconsciente. Descansamos menos para ficarmos acordados para uma última conversa, para uma última visita às redes sociais, para alimentarmos o falso ego, porque isso nos provoca boas sensações mas continuamos a falar menos, a actuar menos. Depois quando temos realmente tempo, queremos descansar da semana "caótica" que tivemos porque dormimos tão poucas horas. Aproveitamos pouco o nosso lar, as nossas pessoas, a nossa vida, porque andamos cansados. 

E se começássemos a pensar que um jantar com aquele grupo de amigos, mais do que ser uma despesa, é uma forma de viver? E se começássemos a pensar que aquela fuga rápida de dois dias de comboio até à cidade que sempre quiseram visitar não é um gasto "incomportável para este mês" mas mais uma escadinha de libertação do stress acumulado? Até o esforço de poupar para tanta coisa causa stress, mas esse é o preço que pagamos para não vivermos bem.

Não sei, assim de repente apetece-me um café ali no Cais do Sodré com todos vocês. 0,60€, 1€, 2€ e vivemos um bocadinho, contamos histórias, rimos e perdemos noção do tempo. É dinheiro que sai em prol das memórias boas, dos sorrisos e das pessoas.

Vamos?

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