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Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

Escrita comercial: sim ou não?

O acto de escrever bem é uma coisa complicada. Não há receitas milagrosas para o sucesso, para a emoção que a escrita possa provocar. Por isso quando me perguntam por um livro, digo—lhes que a minha cabeça quer, a minha mão teima e a minha consciência pesa. Escrever uma obra que assente bem na alma, é daquelas satisfações que devíamos sentir uma vez na vida, de trabalho feito e conseguido. Mas depois olho para certos autores e obras e percebo que nem todos pensam assim: há um desejo de escrever por escrever que se torna comercial do qual eu não concordo, ou pelo menos me dificulta o foco para aquilo que é fundamental: gostar realmente do que está escrito. 

Quem atingir esse Santo Graal literário, creio que mais do que o dinheiro, sai uma alma enriquecida e muito mais madura. Não quer dizer que não o seja desta forma, mas não é preciso um curso para se perceber onde quero chegar.

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Páscoa molhada, carne abençoada (menos amanhã)

Ora...chegámos a uns loucos 24 graus, concertos de gente nas esplanadas, ruas e jardins, para agora na altura da Páscoa vir molhar a terra para não habituar uma pessoa mal.

No entanto, com a vinda da Primavera os dias ficaram maiores e isso sim é de louvar. O facto de às 19h ainda ser de dia, faz com que pareça que saímos por volta das 15h e ainda temos um porradão de horas até dormir. Mesmo que isso seja daquelas ilusões complicadas de assimilar porque entre sair do trabalho e dormir é um pulo.

Outra coisa que vos queria falar: carne. Amanhã não se esqueçam que não podem comer carne, inclusivamente a humana, sejam canibais ou rebarbados, está bem? É que há gente a ver, e se quebram estas correntes, depois não se admirem que vos apareça uma cama carregada de pregos ou acordam deitados em cima de um tipo peludos, com cola daquela que não sai entre vocês.

 

Boa Páscoa mesmo que hoje seja Quinta-Feira. Amanhã...peixinho, vale? Vale.

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É tão fácil ser do Sporting

Tenho uma paixão que partilho com a L. há muitos anos, que nos faz viajar pelo país e mais recentemente pela Europa (fica mais giro que dizer só por Espanha) que é o Sporting.

Não é daquelas paixões doentias, violentas, que nos faz perder a cabeça e a vontade de viver em paz. É quase um casamento sem ser, que nos faz ir por aí por ir, sendo quase uma extensão do nosso amor e da nossa vida.

Falo-vos disto porque é difícil explicar a alguém que vive pela razão, porque sou do Sporting e porque ando por Portugal e Europa atrás dele, seja qual for a modalidade. É difícil explicar o amor pelo amor que não possa ter benefícios visíveis. E eu acho que isso é quase um preconceito, porque sendo o amor uma coisa bela e inexplicável, é normal que sejam os valores e as emoções as que provocam mudanças em nós. 

O Sporting é uma extensão de nós, quase tão natural como ir a um concerto, um museu ou um teatro.

Temos lugar anual no estádio e vamos a 90% dos jogos das modalidades em casa (alguns fora). As nossas agendas acrescentam o Sporting e outras coisas e vamos por ir, como na vida. É difícil explicar a vida pela vida, sem que sejam as vitórias o que nos faz fazer ou não fazer.

Vamos uns dias a Saragoça no mês que vem, e pelo meio ainda vemos o Sporting. Há lá melhor coisa que estes 2 em 1 da vida.

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Compras à tuga!

Comprei um aparador de pêlos nasais.

Obrigado e bom dia.

 

Eu explico-vos. Mas comprei à tuga mesmo: 

1. Em promoção;

2. Baratíssimo, fraco, sujeito a partir-se ao sair da caixa;

3. Eu tenho mesmo pêlos nasais, pelo que até me dava jeito isto.

 

Engraçado seria eu agora tomar partido da viagem de  autocarro em que me encontro, ligar aquela traquitana (parece uma betoneira e aposto que se andasse de canoa, aquilo fazia de motor) e desfazer um mal antigo. Era pouco higiénico mas resolvia a questão em dois tempos.

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Eu sei, sim, eu sei que os pêlos crescem com um motivo, bem nobre por acaso, que é proteger as vias respiratorias da bicharada. Mas ao mesmo tempo é a única maneira de me fazer espirrar e isso já não permito na minha casa. É, lá está, cortar o mal pela raíz.

 

Boa semana!

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Quantas vidas vivemos neste bocadinho?

Desliguei o mundo quando a música começou. 

Imaginei-me sozinho num salão de gala, luz de fundo e a corda do sapato a quebrar o silêncio.

Um piano faz de banda sonora e entra o melhor de mim. Baixo a cabeça quando a oiço aproximar.

Sinto o toque.

Afaga-me os braços. Solto um sorriso.

Peço-lhe a mão, beijando-a ao de leve. E sorrio, deixando-as saber que os seus olhos são o espelho desse sorriso.

Deixo-a encostar-se ao meu peito, mãos juntas, de lábios encostados ao seu ouvido.

A dança começa tímida, muito lentamente.

Conto-lhe a história da nossa vida, o quão sortudo sou por vivê-la, até a voz embargar.

A luz segue-nos, e a luz que ela é segue-me para todo o lado.

A primeira lágrima molha-me a camisa, o peito. Esse que arde de amor.

A dança continua, quantas vidas vivemos neste bocadinho?

Quando cessa o piano, ficamos assim por mais tempo, em silêncio, a consumir as memórias de que somos feitos, na certeza que faremos gato sapato da vida e continuaremos a iluminar a felicidade que emanamos.

 

Secam as lágrimas salgadas do meu peito, para dar lugar aos sorrisos doces que não existem assim tanto por aí.

 

Caramba, como te amo.

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Querem ficar fit?

Acabo de papar aquele arroz branco com febra grelhada e sinto-me fit.

É este o conceito possível para começar uma bela história de amor entre mim e um estilo de vida saudável, que aliás, sempre foi apanágio desde que me conheço.

Antes #OperaçãoVerão2018 do que #OperaçãoCoração2018

Fora de brincadeiras, caiu-me de uma forma estupenda no estômago, criando confetis e um ambiente festivo como há muito não se via.

E nisto, em vez de brindar com champanhe, porque o seu conteúdo poderia interferir nos meus afazeres, fi-lo com café. Um café bom, um café encorpado, um café soberbo, um café magnífico, que só pode ser comparado com o melhor dos melhores cafés que possam existir.

Agora mesmo a sério: que café, minhas senhoras e meus senhores! Como é possível estarmos perante um licor dos deuses para estas horas ridículas da manhã? E o que antes era confetis, passou a...fogo de artifício.

Não, não, não houve retrete. Foi felicidade a transbordar pelas coisas que nos sabem bem (não me borrei, se é isso que pensam), como o arroz que cresce, a carne que mingua e o café que nem é uma coisa nem outra.

Entretanto, enquanto a comezaina faz cama no estômago, apodera-se de mim uma certa moleza, uma coisa ligeira que só pode ser comparada a 10 imperiais no bucho e que merece uma refastelada soneca só para a digestão se fazer com mais vigor e até segurança.

É a chamada #OperaçãoManter-meAcordado2018 agora, desejem-me sorte.

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