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Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

Combater os azarados

Eu tenho que partilhar convosco uma coisa complicada de aceitar na minha vida: o meu azar com jogos de azar.

Há uma conspiração algures no universo que não me deixa ganhar em apostas ou jogos de casino. Eu acredito piamente que há consílios dos Deuses para decidir constantemente que a minha pessoa não merece ganhar, mesmo que aposte em equipas que não perdem pontos há 20 anos. Mas felizmente existem pessoas no Mundo que existem para inventar expressões como "Não tens sorte ao jogo mas tens sorte ao amor!", e é exactamente por isto que não ganho. Por isto e porque livram os Deuses de decidir se devo ou não ganhar porque efectivamente tenho sorte ao amor e por isso...adeus.

Por falar em pessoas que existem, também existem aquelas que tendo sorte ou não ao amor, ganham tudo até à macaca em casino. Conheço gente que chega a um sítio sem saber as regras de nada e ganha sem saber como. E o tal consílio não faz nada, continua a fazer ouvidos moucos para me castigarem severamente (e à minha carteira) toda a vez que jogo. Aliás, cada vez que penso em jogar.

E por isso terei de abrir forçosamente um grupo de apoio a perdedores de jogos de azar, para que possamos disseminar um problema que tem afectado milhões, em prol de milhões que com tuta e meia lá vão ganhando. E é isto que temos de combater (imaginem um palanque e eu a discursar com a veia de fora) para que outros azarados possam ganhar e devolver dignidade aos mais azarados desfavorecidos.

*Palmas* (assim espero)

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hippie-mrec

Vão embora porquê?

Odeio despedidas, caramba!

No trabalho como na vida, as pessoas vão e veem, porque o destino assim as obriga. Ás vezes são oportunidades que aparecem, outras vezes são azares, e assim vão desaparecendo as pessoas da nossa vida por falta de presença ou por falta de tempo.

Mas como odeio as despedidas, caraças!

Não há compostura que segure o fim de um ciclo nem alegria momentânea que perdure no momento para nos dizer que acabar um ciclo é normal. É anti-natura o fim do fim, mesmo que o fim seja uma mudança no espaço físico que nos separa.

E como nos despedimos? É um "até já"? Um "tudo de bom"? "Um "vemo-nos por aí"?

E a desgraça que é passar um último dia, sabendo que mais hora, menos hora, muda-se o chip e a vida continua?

Há constituição, leis, decretos, o que seja, para o fim?

Quem inventou o fim das coisas?

Foi a morte? Mas ninguém morreu, porra!

 

Aos meus colegas que se vão deslocar daqui para fora (mais agradável de se dizer), desejo-lhes boa sorte!

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hippie-mrec

150 razões para continuarem por cá

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Eis que hoje chegamos a um número redondo!

O que é um número redondo? Não sei. Mas é redondo e fica assim que fica muito bem.

Obrigado a quem está desse lado e que vai dando olho a isto enquanto estou fora, como aquelas pessoas que dizem aos vizinhos com o qual têm mais confiança para dar um olho no carro deles enquanto vão de férias, só para confirmar que não tem danos e e que está tudo impecável.

E porque na verdade se quisesse que isto não tivesse chatos como vocês, tinha escrito um diário.

Obrigado. Rumo aos 200!

 

hippie-mrec

Apanhei uma depressão (pré-laboral)

Dia da Liberdade e da depressão pré-trabalho. 

Hoje foi daqueles feriados que não sabem a nada, sem sal nenhum, que só servem para nos avisar que amanhã é dia de regressar ao trabalho, e a dúvida persiste: ainda saberei trabalhar? Ocorre-me esta dúvida após cada período de férias.

Deixo-vos com aquilo que vivi por terras espanhuelas, onde a boa comida e o bom café são como diamantes e impossíveis de encontrar. Mas que aquilo por lá tem história...lá isso tem.

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hippie-mrec

Coisas que Espanha me vai dando

A parte boa de ser estrangeiro é que as senhorinhas que vendem cartões de crédito não os podem fazer com estrangeiros. A parte má é não percebermos por vezes patavina do que é dito, no entanto acedemos porque em todo o caso, café é café.

Viagens curtas e sobretudo animadas. Quem diria que me iria rir tanto com espanhóis!

Primeiro, a forma dilacerante com que falam ao telemóvel como se estivessem a decidir se Madalena merece ou não levar pedrada. 

Segundo, vislumbrar nos lugares ao lado uma senhora a exercitar as mãos com movimentos vigorantes, exagerados, denotando em mim uma certa vergonha alheia.

Terceiro, constatar que o amor existe mas o sexo podia ser uma realidade em autocarros de turismo, caso não tivessem vergonha de o fazer, que é o caso dos lugares da frente entre duas meninas bem bojudas que vão tentando molhar a sopa.

Quarto, adormeci e acordei com o meu ressonar colossal.

Quinto, difícil encontrar bom café e isso faz de mim pior pessoa do que já sou.

No entanto, neste momento Espanha prepara um pedido de extradição porque vim invadir a normalidade da cidade de Madrid e o descanso de toda uma nação com o meu roncar poderoso. Se calhar é da minha cabeça mas eu fico constrangido com estas coisas.

E como vão os meus portuguesinhos de um raio que têm uma hora a menos que eu agora?

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hippie-mrec

A despedida.

Vou viajar. A despedida.

Vão ser poucos dias, dará para abrandar o ritmo de cidade que tenho tido nos últimos meses e sobretudo fazer um meio reset ao cérebro. Mas as despedidas mexem sempre comigo. 

Não sou nada de chorar e o momento também não pedia tal coisa, mas há sempre qualquer coisa em deixar o nosso lar, os nossos familiares com a nossa ausência que se torna quase anti-natura.

Bem sei que quando estiver em solo espanhol, que me vou esquecer por momentos o que deixei, mas aqueles minutos finais do "tens tudo?", "Não precisas de nada?" deixa-me com a boca seca e aperto no peito.

Já tive despedidas de meses para milhares e milhares de quilómetros e essas varreram por completo a minha compostura. Esta foi ligeira.

Depois quando tiver de papo para o ar...mostro-vos!

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hippie-mrec

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