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Domingo à tarde

Vais dizer-me que não gostas...

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13.Set.17

#3 Chucha-me o nabo

O que nos faz verdadeiramente felizes?

Não é sentirmo-nos bem mas a felicidade propriamente dita.

Alguém é verdadeiramente feliz? É possível ser-se realmente feliz a longo prazo?

Pensei muito nisto, quando no comboio apinhado de gente, fiz questão de desligar a música para reparar e ouvir as pessoas. Tudo é um desmazelo, uma complicação e horas difíceis. Tudo é motivo de discussão logo pela manhã, chatices para resolver e contas para pagar. Tudo é razão para desconfiarmos, para não falarmos ou simplesmente para não crermos nas coisas. Ninguém está feliz quando se sente preso ao quer que seja. Os que trabalham para pagar contas, os que têm relações complicadas mas acham que é melhor assim do que não ter ninguém, os que têm o tempo contado, a vida limitada por tudo e por nada. Depois quando se podem deitar numa espreguiçadeira algures num aldeamento no Algarve, isso para eles é a melhor coisa do mundo. Nada contra o Algarve e bem sei o bem que faz aproveitar o Verão algarvio mas já tinha tocado neste assunto: nós vivemos muito pouco. Será que trabalhamos muito e bem, muito e mal, pouco e bem ou pouco e mal? Será que conseguimos ganhar mais ou menos dinheiro? Será que existe muito ou pouco comodismo? Será a cabeça um obstáculo? Será o medo terrível de falhar um obstáculo? E filhos, têm filhos? Amam os vossos filhos verdadeiramente? Educam os vossos filhos verdadeiramente? Ou são um obstáculo na vossa vida?

Afinal porque somos infelizes? É tudo junto? Há razões específicas? Não sabem sequer o porquê?

Eu faço estas perguntas todos os dias. E luto para ultrapassar todas as razões. E faço questão que me acompanhem porque viver num mundo de pessoas infelizes acaba por trazer infelicidade. E é isso que querem?

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