Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Domingo à tarde

Vais dizer-me que não gostas...

Domingo à tarde

Vais dizer-me que não gostas...

28.Set.17

#5 Chucha-me o nabo

Falava com o meu amigo M. há dias quando surgiu o maior dilema que tive dos últimos tempos:

Trabalhar em algo que nos faça feliz ou trabalhar de acordo com o salário?

(E vamos tirar o ganhar bem com algo que nos faça feliz. Ou um ou outro.)

É daqueles dilemas que não tem resposta fácil, porque é tão verdade que devemos procurar fazer algo de que gostamos, como é o de trabalhar em função do salário porque é ele que nos paga as contas. E isso fez-me pensar que tudo o que fiz até hoje e sei que tudo o que fiz, fi-lo com total dedicação, que fui gostando do que fazia mas creio nunca ter feito algo de que gostasse verdadeiramente a 100%. Sinceramente nem sei bem o que gostaria de fazer na verdade, já que nunca tive aquele sonho concreto sobre o meu futuro e isso nem sequer me envergonhou ou apoquentou.

Eis as minhas grandes questões sobre este assunto:

  • Culpo o sistema de ensino generalizado que em vez de procurar as vocações de cada aluno, procura grupos de vocações?
  • Culpo a minha incapacidade de procurar em moço o que gostaria mais de fazer?
  • Culpo os progenitores por não me terem incutido uma vocação?
  • Culpo o país que, não tendo mercado em diversas áreas, empurra os jovens para áreas muito abrangentes?

E quando já se tem praticamente 30 anos e quem passa essa barreira, dificilmente se lembrará de mudar de carreira, de procurar com calma a sua vocação. Gabo a coragem a quem o fez e faz porque isso demonstra uma vitalidade e uma capacidade de viver soberba mas que é difícil, é. Olhem, por exemplo, gostava de escrever livros, de ter uma carreira disso. Mas tenho talento? Aquele talento literário? Se calhar não. A vocação é uma coisa muito séria que não vem nos livros. Vem da nossa capacidade, da nossa naturalidade para com o objecto. Trabalhar muito e bem, ajuda. Mas isso não será trabalhar a vocação, desvirtuando por completa a palavra em si?

É um absurdo tudo isto para vocês? Alguma vez pensaram nisto?

 

 

4 comentários

Comentar post