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Domingo à tarde

Vais dizer-me que não gostas...

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18.Out.17

#8 Chucha-me o nabo

Sinto-me hoje inspirado pela vida. Passam 10 minutos das 6 da manhã e a chuva cai pela cidade. Os pássaros acordam, chilram e parecem dar-me os bons dias de forma sincronizada. Amanhece aqui e vai amanhecendo um pouco por todo o lado, os despertadores quase que berram, frenéticos chamando os seus amáveis donos para o dia que se avizinha. A água escorre em múltiplos banhos, olheiras multiplicam-se, maquilhadas por esse mundo fora. Os carros arrancam, o trânsito cresce, o stress aumenta, as notícias e as vozes da rádio crescem. Tudo é um sentido e o sentido na vida é tudo.

Sinto-me inspirado hoje por fazer parte da máquina que faz tudo andar, que a minha falta se fará sentir hoje no rendimento do trabalho, se fará sentir nas saudades de casa e na preocupação pela minha ausência. Em algum momento perguntar-nos-ão para onde fomos e o porquê. Faremos questão de responder. A normalidade volta a casa e voltamos a viver. Como não nos sentirmos inspirados pela vida, onde é a falha humana que provoca a falha não-humana? Como não, se tudo tem uma forma e uma certa dose de prazer na acção. A minha inspiração vem nos olhares, nos toques subtis da alma e naquele esgar silencioso que mata a compostura das donzelas. A minha inspiração assim, em forma de escrita, como se fluíssem as palavras à volta de um manto de algodão doce, que tanta serve aos olhos da imaginação, como os olhos de uma criança que tem tanto para dar e aprender.

Eu sei, talvez seja a magia do amanhecer de mais um dia. Talvez.

Mas depende de mim estar ao nível dos melhores, de estar ao nível do melhor que a vida tem para nos dar.

Inspirem-se também.

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