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Domingo à tarde

Não gostas, queres ver!

10.05.18

Café moído ou de cápsulas?


Questionei-me hoje sobre o seguinte: estarei eu a tornar-se homenzinho ou a ficar velho?

E porquê, perguntam vossas excelências (e bem).

Porque desfiz-me de uma máquina de café de cápsulas no leito da morte e comprei uma manual.

Pois.

O que me chamou a atenção nem foi a senhorinha da loja de vendas a retalho que fazia publicidade à marca que comprei. Foi o café, o verdadeiro café, sentir o cheiro do café moído, sujar a bancada inteira com café e não querer limpar, tirar as borras do café do manípulo e não querer limpar aquilo também.

Mentira as duas últimas coisas.

Senti-me renovado, apreciador nato e um elitista de primeira. Senti com a primeira chávena que podia discursar, quiçá desfrutar de uma conversa amena sobre tal licor dos deuses. Por momentos pensar estar na Colômbia, Brasil, Cabo Verde e Campo Maior. Senti-me como se me chamasse David Nabeiro e dominasse o negócio (sim, apreciei com dois dedos juntos a textura do pó), dizendo a directores de empresas estrangeiras que o café deles é uma merdinha e que o meu é que é bom.

Mas percebo porque as máquinas de cápsulas proliferam. Ninguém quer ter trabalho, mesmo que o trabalho que se tenha aqui seja de louvar e até de respeito pelo grão negro (parece nome porno, mas pronto).

Enquanto escrevo, cruzo a perna, cheiro o conteúdo da minha chávena com um Delta enriquecido a vida e fecho os olhos para pensar nela (na vida).

(estou a trabalhar mesmo...)

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