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Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

Conheciam o Mário Maria? Faleceu.

Conhecem a história do Mário Maria? Eu vou-vos contar:

Quando o conheci ele tinha os seus 57 anos, era eu um gaiato, borbulhento e estúpido por natureza. O Mário tinha um hábito que não esqueço, que era o de colocar o dedo mindinho no leite a ferver todos os dias às 6 da manhã, ir à rua, colocar o dedo apontando para o céu, e dali previa o tempo para o dia todo. O ritual permanecia intacto desde os tempos do saudoso avô António Antoninho e do seu querido e amado pai Francisco Franco (mas depois bebiam o leite, atenção). O leite provinha de uma vaca (carinhosamente apelidada de Cornélia cornuda) que tinham a pastar lá nos terrenos de família para os lados de Miranda do Douro, bem acarinhada e que só servia para dar leite. Até a vaca acompanhava as gerações, já que esta era também a terceira geração. 

O facto curioso e triste, também ele passado de pais para filhos, e eu aí já não assisti, foi o dia em que o Mário, realizando todo o ritual, não acertou na previsão. Faleceu passados 3 dias, tantos quanto tinham passado com o avô e o pai. Rezava a história que o coração e a cabeça deixavam de funcionar como deve ser e por isso a previsão falhava. Quem conhecia sabia como as coisas eram mas nunca ninguém soube se morriam de doença ou pelo desgosto de falharem, mesmo que fosse apenas uma vez.

Paz à sua alma!

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* esta história é puramente ficcional, pelo que nada do que foi escrito corresponde à realidade

hippie-mrec

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