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Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

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11
Jan18

Cuscas, putas e desgraçadas

David Marinho

As pessoas que sabem pouco, querem saber mais. Mas querem saber com pormenores, querem afundar na questão até haver luz do outro lado. Há pessoas tão más que devem viver vidas inteiras deprimidas, onde as suas vidas miseráveis valem pouco. Direi até que valem zero, são grandes nadas, falhadas, tristes e sós e que só merecem que alguém tenha a oportunidade de as ver rastejar de vergonha por serem uma merda.

As pessoas deduzem muito, desfazem-se em tratados de simpatia e inspectoras da desgraça. Perguntam, opinam, defendem o seu ponto de vista e não aceitam que a vida é, simplesmente, o que é. Mas a vida é de cada um, qual é a dúvida? Onde é que para a autoridade que trata da miserabilidade das pessoas? Mas aquela má, que as destrói por dentro sem elas saberem. São criaturas que o tempo fá-las ocas, vazias, sem escrúpulos nem morais. Fá-las serem um apêndice do sucesso ou insucesso dos outros, sobretudo do insucesso. E são tantas, caramba. Tantas, tantas, que às tantas nem sei se sou normal, ou eu é que me enganei em ser boa gente.

E querem a todo o custo foder a estabilidade emocional de toda a gente, a alegria e a felicidade de toda a gente, os sucessos, pequeninos ou grandes, desvalorizando-os por terem a incapacidade de se bem sucederem. E é triste, porque são carne e osso que a vista alcança, o tacto alcança, e em muitos casos o paladar (o doce dos lábios de um moribundo sabe a salgado, quiçá a sonho gretado), porque são fantoches da sociedade. E o mal de deixarmos de ser crianças, é que deixamos de acreditar em fantoches para começarmos a acreditar em fantochadas. É ou não é?

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