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Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

Dar amor: podemos fazer isso?

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Há pessoas na nossa vida que nos marcam de forma indelével, pelo que nos souberam dar, em sabedoria ou amor, em fervor amigo ou simples paixão pela vida, tudo o que elas foram e são. E existem pessoas que não podemos deixar, sob pena de acabarem com a magia que temos sobre elas, que fujam de nós porque não temos mais nada para dar.

Às vezes, quando passeava ali no Terreiro do Paço à espera de barco para o Barreiro, caminhava de mãos atrás das costas, porque além das ideias fluírem melhor, a forma como pensamos nelas também. E ali aprendi a apaixonar-me por coisas pequeninas que achava que não davam prazer nenhum. O simples tempo de sentar a beber um café à beira-mar passou a ser o meu passatempo favorito, porque reclamamos sempre tempo para nós quando a idade vai aumentando. Uma utopia.

É que esse tempo vai-nos tirando as pessoas de forma natural. A idade de cada um finda sempre, uns mais, outros menos, mas um dia tudo acaba. Não precisamos de forçar a que fiquemos no limbo entre o desnaturado e o incompreendido. É precisar perder tempo, enquanto a voz e a alma permanecem vivas no tempo e no espaço.

E neste mês, que tanto se diz de consumismo e falsidade, que seja o início de um amor de gratidão, sem que se peça nada em troca. Dar por dar, com coração.

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