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Domingo à tarde

o que faço para o jantar?

Domingo à tarde

o que faço para o jantar?

É só estar lá quando é preciso

Já chega desta modorra, não é? Querem algo mais romântico agora, certo? Não? Ok.

Mas vou ser.

Há pouca coisa na minha vida que me prende a atenção a 100%, porque não tem a magia, não provoca aquele clique que é indispensável para ser inesquecível. Pouca coisa me deixa cegamente apaixonado por tudo isto que é viver. E nós precisamos de viver, e sobretudo de nos apaixonarmos pela vida. Nada me conforta mais do que observar a L., de olhos fechados, dormitando. E posso-vos dizer que sei quando cai profundamente no sono, porque sinto-o e porque é tão dela. Ninguém faz isto, ninguém pára para observar os pequenos pormenores da vida. Todos acham que tudo tem um propósito, um objetivo comum, algo com que se possam gabar mas estas coisas não se compram. Garanto-vos que acordar ao lado dela é, vá lá, mais de meio dia ganho. 80%, vá, porque o resto passo a trabalhar. É saber que caímos de pára-quedas e lá em baixo está uma rede para nos amparar. E o amparo não se compra, muito menos na solidão. E a pensar que às vezes só precisamos de estar lá quando elas precisam, de segurar a barra quando as coisas se complicam, porque raramente nos pedem mais do que fazê-las feliz. E, homens que me leem, sabem tanto quanto eu que não sabemos a ponta de um corno da vida sem um mulher por perto, certo? Certo.

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