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Domingo à tarde

Não gostas, queres ver!

30.03.18

Escrita comercial: sim ou não?


O acto de escrever bem é uma coisa complicada. Não há receitas milagrosas para o sucesso, para a emoção que a escrita possa provocar. Por isso quando me perguntam por um livro, digo—lhes que a minha cabeça quer, a minha mão teima e a minha consciência pesa. Escrever uma obra que assente bem na alma, é daquelas satisfações que devíamos sentir uma vez na vida, de trabalho feito e conseguido. Mas depois olho para certos autores e obras e percebo que nem todos pensam assim: há um desejo de escrever por escrever que se torna comercial do qual eu não concordo, ou pelo menos me dificulta o foco para aquilo que é fundamental: gostar realmente do que está escrito. 

Quem atingir esse Santo Graal literário, creio que mais do que o dinheiro, sai uma alma enriquecida e muito mais madura. Não quer dizer que não o seja desta forma, mas não é preciso um curso para se perceber onde quero chegar.

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