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Domingo à tarde

o que faço para o jantar?

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Lidar com a dor dos outros

Lidar com a dor dos outros é complicado. Há três cenários:

 

1. Ou aceitamos a dor dos outros e o ambiente torna-se igualmente pesado, aliviando a dor do outro;

2. Ou rejeitamos a dor dos outros, não nos contaminando e destruindo ainda mais o psicológico do outro;

3. Ou simplesmente não respondemos, criando a ideia de que não estamos a fazer o nosso papel de amigo e destruindo ainda mais o psicológico do outro, com a agravante que as palavras delas deixaram de ter eco, estando por estes dias completamente sozinha;

 

E é complicado por termos uma percepção da dor muito diferente de pessoa para pessoa. E depende da dor, porque o que para uns é simplesmente um azar na vida, para outros pode ser encarado como o fim do mundo. E a capacidade que temos de, num momento de aflição, encarar uma pessoa que nos possa preencher o vazio imediato que foi deixado ao abandono é uma tarefa árdua. Não sei como o cérebro encara as coisas mas não há um padrão nas relações quando tendemos a procurar o outro em nosso benefício.

 

E a minha percepção das coisas é: se tiver num momento de dor, não costumo procurar ninguém. E isso pode ser um problema para mim, como pode sê-lo para quem procurar em mim uma resposta. É que aquele orgulhozinho estúpido de que nos vamos levantar com música, livros e ar fresco...fica sempre, e raramente há alguém que se possa pôr na equação. E como reajo à dor dos outros é o outro problema: se eu lido sozinho com os problemas, porque raio não podem as pessoas lidar sozinhas com o problemas delas? É que ficar refém do sofrimento dos outros é difícil de sustentar porque a partir daquele momento não podes falhar com essa pessoa por nada deste mundo. A estabilidade emocional depende de ti, de um vidro que por qualquer motivo pode estalar a qualquer momento.

 

Solução: compreender a situação mas isso poderá ser fácil mas a solução está em nós, em lutarmos para nos reerguermos, em deixar para trás as coisas tóxicas que pairam na nossa cabeça. E tempo para nós é sempre necessário!

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