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Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

Metropolitano de Lisboa, a metáfora da vida.

O senhor de bigode, o puto charila, a senhora apressada, o segurança que faz o seu trabalho, máquinas, máquinas e mais máquinas. À superfície o chão treme quando passa o metropolitano, leva e traz gente, gente, gente e quando pára, pára de vez porque nada resiste ao tempo. Antes os túneis eram escavados a partir do chão, furando cidades. Hoje é um buraco, buracão e o resto fica nos meandros da cidade. Como as pessoas, que antes abriam-se porque eram gente. Hoje fecham-se, e precisamos de explorar lá em baixo, onde moram as trevas e resiste o lodo das vidas de alguém. Agora temos escadas rolantes, porque facilitam as subidas, mas eram as escadas que davam valor a quem tinha a coragem de subir. Como na vida. O metropolitano afinal é metáfora e dá nome. Aos desconhecidos que se encontram e coexistem, coabitam e ainda pagam para isso. Mas não se falam e o toque é o mal necessário. Porque as pessoas não se tocam, mas não falam e querem estar. Não se está quem não quer estar. E duas pessoas que não estão? Mergulham num estado de inexistência?

 

Oh vida. Próxima paragem: Baixa - Chiado.

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hippie-mrec