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Domingo à tarde

o que faço para o jantar?

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Morte, és inacreditável

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Não é um dia feliz. E não, não é por ser segunda-feira. Inevitalmente, das poucas coisas que me deixa arrasado, voltou a revelar-se. Morreu, não um amigo porque não tínhamos qualquer trato, mas morreu uma companhia de vida, de escola, de vista se assim quiserem. Doutourado, estudioso, revolucionário, e grande apreciador da História e das grandes causas morreu ontem com 31 anos de idade, vítima de cancro. Continuo sem perceber porque levam as grandes pessoas e vão deixando aqui e ali as piores para acabarem com isto tudo. Sabem, o meu maior medo é o de não viver o suficiente, tal como ele não viveu. E esta coisa de saber que tudo isto tem um fim um dia, faz-me acreditar nesta urgência de viver, na urgência de fazer tudo e bem. E cometemos o pecado de esquecer quase tudo até que esse tudo acaba. E depois?

Não é a morte que me assusta mas saber que hoje nós podemos ver, sentir as pessoas e amanhã elas partem sem avisar. Não é justo, não há qualquer tipo de justiça nisto, nem critério, nem nada que valha. Devíamos todos morrer velhos, da velhice quando o corpo já pede descanso. Com 31 anos? Come on!

Hoje não é um feliz dia, mas a vida continua, não é? 

 

Boa semana domingueiros.

(não quis uma imagem de luto, a preto e branco. Simplesmente era o sítio que gostaria de estar agora, e que fazia mais sentido)

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