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Domingo à tarde

Não gostas, queres ver!

25.02.18

Odeio fruta quente mas...


Ultimamente tenho vivido um certo terror, que é o de não ter argumentos suficientemente fortes para derrubar a expressão "a tua palavra contra a minha". Nós, desculpem generalizar, tendemos a querer que a nossa opinião seja a mais válida, e isso prende-se com o facto de sermos seres que necessitam da aprovação emocional das pessoas. É bom ser reconhecido por guiarmos alguém, porque isso nos torna úteis, mas há 3 grandes temas que se destacam e que dificilmente deixaremos de ter a nossa palavra contra os demais:

  • Futebol
  • Política
  • Religião

E há mais temas mas estes são claramente os mais inflamáveis. E são porque alguém tende a atear o fogo com gasolina, pondo em causa a liberdade de escolha que é tão válida como a liberdade de expressão ou o direito à vida, que também é ela uma escolha. Dou-vos um exemplo, fora até destes temas: A L. gosta de tartes de maçã, e eu vaticinei ao longo da minha vida que não gostava de fruta quente e, por conseguinte, não gostava de tartes de maçã. Ora, sofri bullying. E sofri porque apesar de acreditar que as tartes de maçã são deliciosas, a minha escolha havia sido feita muito antes de saber que ela gostava de tartes de maçã. No entanto, há uns tempos num jantar de amigos, comi um crumble de maçã, que por sinal estava quente e fiquei deliciado com aquilo. Ora, sofri bullying novamente. Desta vez por ter provado uma coisa que tinha vetado toda a vida.

Ora, apesar de ter usado o meu direito de escolha, o argumento foi fraco. Mas tudo isto para explicar que há coisas na vida que não têm palavras que as descrevam. Num momento, tudo nos pode soar bem, tudo nos saber bem, que amanhã se calhar já não. Explicar uma coisa que vem do íntimo num dado momento é complicado, porque pode ou não basear-se na experiência pessoal. E é por isso que hoje adoro crumble de maçã mas odeio tarte de maçã, porque até chegar o dia em que a experiência é má...a última boa fica sempre. Como em tudo na vida.

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