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Domingo à tarde

Não gostas, queres ver!

17.01.18

Qual o preço de ter tempo de qualidade com os outros?


Sei que as horas são propícias a devaneios estúpidos, insensatos ou confusos. Mas a pergunta que me fiz até foi bastante válida, porque realmente qual será o preço de voltarmos a ter tempo de qualidade com os outros, sem que sejamos impostos pelas - desculpem o pleonasmo - imposições da vida? Qual o preço de fazer as coisas por fazer, sem que tenhamos forçosamente de fazer para compensar? (Percebem a diferença?).

Nós lutamos de forma errada todos os dias por tempo de qualidade, e de forma inconsciente. Descansamos menos para ficarmos acordados para uma última conversa, para uma última visita às redes sociais, para alimentarmos o falso ego, porque isso nos provoca boas sensações mas continuamos a falar menos, a actuar menos. Depois quando temos realmente tempo, queremos descansar da semana "caótica" que tivemos porque dormimos tão poucas horas. Aproveitamos pouco o nosso lar, as nossas pessoas, a nossa vida, porque andamos cansados. 

E se começássemos a pensar que um jantar com aquele grupo de amigos, mais do que ser uma despesa, é uma forma de viver? E se começássemos a pensar que aquela fuga rápida de dois dias de comboio até à cidade que sempre quiseram visitar não é um gasto "incomportável para este mês" mas mais uma escadinha de libertação do stress acumulado? Até o esforço de poupar para tanta coisa causa stress, mas esse é o preço que pagamos para não vivermos bem.

Não sei, assim de repente apetece-me um café ali no Cais do Sodré com todos vocês. 0,60€, 1€, 2€ e vivemos um bocadinho, contamos histórias, rimos e perdemos noção do tempo. É dinheiro que sai em prol das memórias boas, dos sorrisos e das pessoas.

Vamos?

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