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Domingo à tarde

Vais dizer-me que não gostas...

Domingo à tarde

Vais dizer-me que não gostas...

13.Jun.17

Segurança de bairro

Percebo Pessoa, quando se sentra em frente à janela a observar em silêncio as pessoas na rua. Imaginamos os diálogos, os gestos característicos, quem passa e quem não passa, com uma atenção tal que podíamos ser perfeitamente o segurança do bairro que tanto nos falta. É que o tempo aqui flui, como ler, escrever ou ouvir música. O tempo é despido de carne, porque isso é que não percebo porque custa tanto a passar às vezes, e noutras tão pouco - inexplicável? talvez. Gosto da sensação de ser transportado para uma vida paralela, onde podemos errar, treinar e medir a força das coisas como bem entendermos. É que nesta vida - a real - tudo tem um peso e medida, e consoante o tempo, a pessoa ou o espaço, tem diferentes interpretações, o que nunca foi bom. Não digo que a vida em paralelo filtrasse o erro mas filtrava a inexperiência, a inabilidade, a inconstância.