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Domingo à tarde

Não gostas, queres ver!

Domingo à tarde

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16
Jan18

Sinto-me Almada Negreiros

David Marinho

Hoje sinto que me podia chamar Almada Negreiros. E com esta poesia, inspirada pelo Tejo, me despeço para uma noite (noite?) de sono. 

 

Entrou-me uma pestana 

Para o olho

E às escuras vou enfiando 

O dedo

No olho

Para tirar a pestana que não sai. 

 

E nisto...a pestana saiu

Mas o olho ficou

A arder

E coço

E vou coçando

Maldita comichão 

Maldita pestana

Que fez arder

O meu olho.

 

Bom dia. 

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