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Domingo à tarde

Vais dizer-me que não gostas...

Domingo à tarde

Vais dizer-me que não gostas...

10.Out.17

Sou muito estúpido.

(Com este título podia fechar o post)

Uma pessoa acorda a horas indecentes, porque nenhuma hora é decente para acordar, trata da sua higiene, dos seus afazeres pela manhã. Até aqui só honrei toda uma rotina que me satisfaz e em boa verdade tem de ser feita senão nada funciona. O pequeno-almoço é a última coisa que trato antes de sair de casa, no limite até como pelo caminho. E por falar em limite, é exactamente neste micro-estado que eu gosto de viver todos os dias, vivendo numa espécie de rebeldia que só é comparada ao estado caótico da estação fluvial do Barreiro em dia de greve de Soflusa (Alerta conhecimentos sobre a actualidade nacional). Pego numa faca, quase do tamanho do meu ante-braço, afiada ainda por cima, para cumprir com sucesso o corte de duas fatias de pão. Não uma, não três, apenas duas. Cumpri com sucesso e alguma mestria, devo dizer. Mas depois o que decido fazer?

Limpar com o polegar (vulgo dedão) e o indicador juntos a faca cheia de farinha. E ao passar...corto-me.

Que entidade superior permite-me, sem avisar da estupidez que é, havendo panos e outras utilidades, limpar a faca com os dedos? Sujeitando a cortes na pele (e na carne também) a uma criatura indefesa que só queria, no alto da sua ingenuidade, comer um pão com queijo? A quem me dirijo? Onde anda o governo nisto?

Realmente, depois não querem que haja abstenção. Felizmente o fiel penso não engana. Só se for aquelas senhoras romenas à entrada do metro a vender por 0,50€ é que pode enganar.

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