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Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

12
Mai18

Não devíamos poder dizer adeus

David Marinho

Não devíamos. Ninguém tem o direito de fugir de nós sem aviso prévio, em carta registada e dando uns 150 anos à casa, quando já teremos partido e a dor passada a outros - só o egoísmo afasta o espectro da morte mas vai aproximando outras bem piores, que nos vão matando devagarinho. Seria tão fácil desligarmo-nos de um familiar, de um amigo, de um amor para a vida, como desligamos a luz ou fechamos a porta de casa. Perder no ouvido a voz timbrada de alguém que nos é tanto, é como perder o motivo que nos leva a ficar tantas vezes.Ninguém está preparado para perder o hábito de amar pois não? Mas é este o lado mau da vida, de nunca saber compreender muito bem o que é isto da morte e do fim. Que não há nada que possa substituir uma pessoa, por muita tecnologia e algoritmo que possa existir. E andamos nós a chatear-nos com merdas que só existem na nossa cabeça porque às vezes não sabemos preencher muito bem o tempo. Isso e um coração vazio, uma alma morta por dentro que faz desaparecer um brilho que só existe porque alguém desistiu de lhe dar luz e de viver.

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22
Mar18

As pessoas que ignoram que somos energia

David Marinho

Vou ensinar mais uma vez para que fique bem aprendido: nós somos energia. Repitam...

 

N-Ó-S-S-O-M-O-S-E-N-E-R-G-I-A

 

Muito bem.

É que as pessoas ignoram isto como ignoram as barrigas de peixe, dizendo que aquilo sabe a caca.

Não podemos ignorar uma coisa que mexe connosco, mesmo sem falar, sem tocar, sem nada. Na natureza, duas energias que se cruzam podem provocar diferentes reações. Podem ser boas ou más...

Descobri com o tempo que as massagistas por vezes fazem o seu trabalho descalças, como se a energia pudesse ter uma "terra" para descarregar. Pessoas que ficam com dor de cabeça devido ao toque, os calafrios pela passagem de algo.

Vamos ignorar?

Quem nunca entrou num sítio e sentiu-se logo revitalizado, algo que mexia com as boas energias? Ah pois é.

E o contrário também! 

O não se sentir bem com o espaço, com as pessoas, sabemos lá. É invisível mas mexe com a harmonia.

Não é por acaso que lidar com pessoas positivas/negativas torna-nos mais positivos/negativos. Precisamos anular as coisas más com coisas boas.

Por isso eu sempre disse que a música do Rui Veloso estava errada. Não era "quem não ouve a mesma canção" mas "quem não tem a mesma energia" - péssima métrica, não rima mas é verdade.

pexels-photo-327509.jpeg

 

18
Ago17

Nós temos prazo de validade?

David Marinho

Vamos lá falar de coisas alegres, já chega de atentados e...

"Não vives sozinho no mundo, as pessoas precisam de fazer o luto destas coisas"

...não precisam não, o que as pessoas precisam é de um reforço de felicidade, amor próprio e ganzas, para quem é dessas coisas.

E critiquem-me por ter esta forma de vida, não de me borrifar para a realidade, mas de querer viver num mundo paralelo onde ainda existem pessoas que queiram viver de livre vontade, em quase livre arbítrio. Gosto de sentir que ainda me posso sentar na esplanada e apreciar as coisas boas da vida.

Tu! Sim tu, quando é que te divertiste realmente pela última vez? Quando foi a última vez que paraste para viver nem que fossem 5 minutos? Mas certamente paraste para te deprimires com o que se passou em Barcelona, pensando que podias ser tu ali, naquele momento. Não vês que é isso que eles querem? Que deixemos de viver. Que deixemos de contar com o amor próprio para sermos nós próprios num mundo em paz. Eu sei que é uma merda. Admito, é uma merda. Mas é uma merda parar no tempo e não querer avançar, no matter what.

Abraça as pessoas, os amigos de infância, o cão, as árvores, o mar, a natureza e beija o chão da tua casa por teres uma. Aproveita porque temos prazo de validade. Temos prazo de validade. É isso que queres? Diminuir esse prazo? Sinceramente, a meu ver, morrer não deve ser pior do que não viver. Mostras-lhe isso, que deixaste o medo para trás quando te tiraram as rodas da bicicleta, que tiraram as mãos no mar para poderes nadar sozinho, que te deixaram em casa sem ninguém. Isso sim, medo de criança é o maior dos medos. E aprendemos, e vivemos.

Vamos aprender com isto também, está bem?

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