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Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

05
Mar18

Não te fartes da vida

David Marinho

Há dias falava com um amigo que se dizia farto de muita coisa na vida.

Farto da incompreensão,

farto da promiscuidade,

farto da fragilidade estúpida das pessoas,

farto da mentira para se safarem,

farto da falta de bom-senso.

Esperei para escrever isto porque sei que me lês, para te dizer que há coisas na vida que não têm de ser compreendidas, nem faladas a sério, nem construídas de raiz, muito menos com vitalidade e força. A vida é para ser vivida, trabalhada, limada nas suas arestas mais propensas ao erro e à crítica. Melhorarmos a nossa capacidade de entender o jogo, faz de nós pessoas mais capazes.

Tu lembras-te do Darwin que dávamos na escola? Eu disse-te tantas vezes que o homem tinha razão: isto só está feito para os mais fortes, para quem é capaz. E num mundo que te dizes farto, são os anti-corpos que teimas em deixar entrar que são cada vez mais necessários.  

Lembras-te da Teresa que gostavas no Liceu? Porque não foste atrás dela? Ela ensinava-te a ver o mundo de outra perspectiva, porque a tua está gasta e com data de validade expirada. Tu precisas que uma mulher te faça ver o lado dela, para compreenderes que são seres superiores, muito superiores a nós, que não percebemos nada disto. Mas tu achavas que era tudo mentira, que ela não percebia nada disto, que só queria gozar contigo. A Teresa casou-se, sabias? Perdeste a oportunidade, devias estar farto disso também.

Mas peço-te: vive, que não quero que te fartes da vida.

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21
Ago17

Morte, és inacreditável

David Marinho

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Não é um dia feliz. E não, não é por ser segunda-feira. Inevitalmente, das poucas coisas que me deixa arrasado, voltou a revelar-se. Morreu, não um amigo porque não tínhamos qualquer trato, mas morreu uma companhia de vida, de escola, de vista se assim quiserem. Doutourado, estudioso, revolucionário, e grande apreciador da História e das grandes causas morreu ontem com 31 anos de idade, vítima de cancro. Continuo sem perceber porque levam as grandes pessoas e vão deixando aqui e ali as piores para acabarem com isto tudo. Sabem, o meu maior medo é o de não viver o suficiente, tal como ele não viveu. E esta coisa de saber que tudo isto tem um fim um dia, faz-me acreditar nesta urgência de viver, na urgência de fazer tudo e bem. E cometemos o pecado de esquecer quase tudo até que esse tudo acaba. E depois?

Não é a morte que me assusta mas saber que hoje nós podemos ver, sentir as pessoas e amanhã elas partem sem avisar. Não é justo, não há qualquer tipo de justiça nisto, nem critério, nem nada que valha. Devíamos todos morrer velhos, da velhice quando o corpo já pede descanso. Com 31 anos? Come on!

Hoje não é um feliz dia, mas a vida continua, não é? 

 

Boa semana domingueiros.

(não quis uma imagem de luto, a preto e branco. Simplesmente era o sítio que gostaria de estar agora, e que fazia mais sentido)

13
Ago17

Conversa de circunstância

David Marinho

Todos os dias, numa paragem em Lisboa:

 

Eu: Então, 'tás bom?

Amigo: Estou nice, e tu?

Eu: Nunca pior. Mais um dia de trabalho.

Amigo: Pois é, um gajo não tem hipótese.

Eu: Ya.

 

Entro no autocarro e seguimos caminhos diferentes.

Um dia experimento não dizer nada, só dou aquele cumprimento que ainda hoje me pergunto se é mesmo um cumprimento ou uma cena da própria natureza humana. É que há coisas que vejo, do qual me identifico também, que não sei de onde veio mas que parece super natural acontecer. E as conversas de circunstância são aborrecidas para caramba mesmo. Não queiram tê-las...

 

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