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Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

15
Jul18

Só os doidos amam, não é?

David Marinho

Os meus olhos humedecem quando falo o teu nome. Não sei se são de esperança ou de alegria, que vão criando olheiras de cansaço e vão acalmando os ombros da tensão acumulada. Mas quando falo o teu nome, preciso de olhar para bem longe, para lá do horizonte, respirar longamente esperando que as lágrimas se arrependam e fiquem onde estão.

É que o amor quando tem apenas uns dias, é tudo muito fogoso, muito rápido, muito novinho, com cheiro a pintado de fresco. Mas o tempo trata de apodrecer, de tornar impróprio, de carimbar o caruncho e a humidade nas paredes, e de vez em quando lá vamos nós limpar aquilo, pintar de novo, partir o que não presta e arranjar de novo. Dá trabalho, sim, mas qual o amor que não dá?

E para piorar as coisas, tudo isto é de borla. Só um doido trabalharia assim sem que lhe pagassem. Por isso é que precisamos de dar por dar, fazer por fazer, sentir por sentir, sem esperar que depois nos paguem na mesma proporção. Chamo-lhe dedicação.

Porque o amor precisa de dedicação, de empréstimos a fundo perdido, de cedências. E só os doidos amam, mas ao menos têm um sentido. Só o amor desenha um sentido na nossa vida, porque é por ele que nos guiamos. Amor às pessoas, amor às coisas, amor às causas, amor à vida. 

E os meus olhos ficam assim porque passaram-se anos de pequenas reparações, de umas marcas nas paredes que não saem e tu só ganhaste uma ruga. Talvez duas.

Mas continuas tão linda.

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25
Mar18

Quantas vidas vivemos neste bocadinho?

David Marinho

Desliguei o mundo quando a música começou. 

Imaginei-me sozinho num salão de gala, luz de fundo e a corda do sapato a quebrar o silêncio.

Um piano faz de banda sonora e entra o melhor de mim. Baixo a cabeça quando a oiço aproximar.

Sinto o toque.

Afaga-me os braços. Solto um sorriso.

Peço-lhe a mão, beijando-a ao de leve. E sorrio, deixando-as saber que os seus olhos são o espelho desse sorriso.

Deixo-a encostar-se ao meu peito, mãos juntas, de lábios encostados ao seu ouvido.

A dança começa tímida, muito lentamente.

Conto-lhe a história da nossa vida, o quão sortudo sou por vivê-la, até a voz embargar.

A luz segue-nos, e a luz que ela é segue-me para todo o lado.

A primeira lágrima molha-me a camisa, o peito. Esse que arde de amor.

A dança continua, quantas vidas vivemos neste bocadinho?

Quando cessa o piano, ficamos assim por mais tempo, em silêncio, a consumir as memórias de que somos feitos, na certeza que faremos gato sapato da vida e continuaremos a iluminar a felicidade que emanamos.

 

Secam as lágrimas salgadas do meu peito, para dar lugar aos sorrisos doces que não existem assim tanto por aí.

 

Caramba, como te amo.

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22
Mar18

As pessoas que ignoram que somos energia

David Marinho

Vou ensinar mais uma vez para que fique bem aprendido: nós somos energia. Repitam...

 

N-Ó-S-S-O-M-O-S-E-N-E-R-G-I-A

 

Muito bem.

É que as pessoas ignoram isto como ignoram as barrigas de peixe, dizendo que aquilo sabe a caca.

Não podemos ignorar uma coisa que mexe connosco, mesmo sem falar, sem tocar, sem nada. Na natureza, duas energias que se cruzam podem provocar diferentes reações. Podem ser boas ou más...

Descobri com o tempo que as massagistas por vezes fazem o seu trabalho descalças, como se a energia pudesse ter uma "terra" para descarregar. Pessoas que ficam com dor de cabeça devido ao toque, os calafrios pela passagem de algo.

Vamos ignorar?

Quem nunca entrou num sítio e sentiu-se logo revitalizado, algo que mexia com as boas energias? Ah pois é.

E o contrário também! 

O não se sentir bem com o espaço, com as pessoas, sabemos lá. É invisível mas mexe com a harmonia.

Não é por acaso que lidar com pessoas positivas/negativas torna-nos mais positivos/negativos. Precisamos anular as coisas más com coisas boas.

Por isso eu sempre disse que a música do Rui Veloso estava errada. Não era "quem não ouve a mesma canção" mas "quem não tem a mesma energia" - péssima métrica, não rima mas é verdade.

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