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Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

25
Fev18

Odeio fruta quente mas...

David Marinho

Ultimamente tenho vivido um certo terror, que é o de não ter argumentos suficientemente fortes para derrubar a expressão "a tua palavra contra a minha". Nós, desculpem generalizar, tendemos a querer que a nossa opinião seja a mais válida, e isso prende-se com o facto de sermos seres que necessitam da aprovação emocional das pessoas. É bom ser reconhecido por guiarmos alguém, porque isso nos torna úteis, mas há 3 grandes temas que se destacam e que dificilmente deixaremos de ter a nossa palavra contra os demais:

  • Futebol
  • Política
  • Religião

E há mais temas mas estes são claramente os mais inflamáveis. E são porque alguém tende a atear o fogo com gasolina, pondo em causa a liberdade de escolha que é tão válida como a liberdade de expressão ou o direito à vida, que também é ela uma escolha. Dou-vos um exemplo, fora até destes temas: A L. gosta de tartes de maçã, e eu vaticinei ao longo da minha vida que não gostava de fruta quente e, por conseguinte, não gostava de tartes de maçã. Ora, sofri bullying. E sofri porque apesar de acreditar que as tartes de maçã são deliciosas, a minha escolha havia sido feita muito antes de saber que ela gostava de tartes de maçã. No entanto, há uns tempos num jantar de amigos, comi um crumble de maçã, que por sinal estava quente e fiquei deliciado com aquilo. Ora, sofri bullying novamente. Desta vez por ter provado uma coisa que tinha vetado toda a vida.

Ora, apesar de ter usado o meu direito de escolha, o argumento foi fraco. Mas tudo isto para explicar que há coisas na vida que não têm palavras que as descrevam. Num momento, tudo nos pode soar bem, tudo nos saber bem, que amanhã se calhar já não. Explicar uma coisa que vem do íntimo num dado momento é complicado, porque pode ou não basear-se na experiência pessoal. E é por isso que hoje adoro crumble de maçã mas odeio tarte de maçã, porque até chegar o dia em que a experiência é má...a última boa fica sempre. Como em tudo na vida.

22
Ago17

Fui vítima de Bullying

David Marinho

Ontem fui vítima de Bullying.

Ontem, por volta das 18h35, fui vítima brutal de bullying por não ver Game of Thrones. Estou neste momento em casa, visivelmente assustado, perturbado por toda esta situação a tentar encontrar um site onde possa, com todas as minhas fraquezas, finalmente ver essa tão aclamada série de televisão. 

Fui burro, eu sei. Fui burro em não ter ligado para a polícia, mas tive receio que ao ligar eles me prendessem, não pelo acto que me estavam a cometer, mas por realmente acharem uma vergonha nunca ter visto tal série.

Não sei o que fazer, resta-me apenas ser carneiro e seguir o rebanho, indo totalmente contra tudo aquilo que acredito.

 

Não deixem que se perpetue mais estes actos, juntos vamos vencer!

 

17
Ago17

Da saga: "Liberdade de expressão no Facebook?"

David Marinho

Tenho Facebook, e sim, quase que apetece perguntar: quem não tem?

E ponderei muitas vezes abandonar aqui, não só porque lhe faço muito pouco uso mas porque não suporto o que o Facebook fez às pessoas, às sociedades, ao mundo em geral. As redes sociais permitiram disseminar a frustração de cada um, os complexos de cada um, e que deu à palavra "linchamento" um significado universal, despropositado e desproporcional para a realidade. Eu sinto, sinceramente, que permitiu revelar o pior das pessoas (e o melhor também mas o que salta mais à vista?) mas principalmente o quão surpreendentemente é encontrar pessoas sem opinião própria e que acham que nos dividimos mesmo por classes por ali. Ora vejamos:

  1. Se é famoso, ganha dinheiro com aquilo, e precisa daquilo para todos saberem que ele existe;
  2. Se é rico, acham que tem Facebook para encher mais um bocadinho os bolsos e porque não respeita ninguém nem os pobres;
  3. Se é pobre, é um coitadinho sem noção da realidade porque deve achar que não há mais pobres além dele;
  4. Se é Youtuber é estúpido e calão porque aquilo não é trabalho;
  5. Se joga é calão porque aquilo não é trabalho;
  6. Se tem opinião própria é porque deve seguir os ideais de quem não critica, e deve ser um ressabiado por alguém que critica. E porque há sempre quem coma e cala, logo "não critiques".

E podia aumentar a lista. É um absurdo a falta de respeito pelas opiniões, pelas pessoas, por tudo. Creio que vivemos numa bolha infindável de gente infeliz, com uma profunda falta de amor e sexo, com falta de viver (é preciso viver). O Facebook em particular é uma ferramenta essencial para expandir negócios, correntes de opinião, pensamentos e histórias, muitas histórias. Porque tem o mundo lá dentro, demasiadas pessoas. Usem-no como tal, para vos expandir e verem as modas que param fora de vocês. Não para descarregar em quem o faz de boa vontade.

 

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