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Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

10
Mai18

Café moído ou de cápsulas?

David Marinho

Questionei-me hoje sobre o seguinte: estarei eu a tornar-se homenzinho ou a ficar velho?

E porquê, perguntam vossas excelências (e bem).

Porque desfiz-me de uma máquina de café de cápsulas no leito da morte e comprei uma manual.

Pois.

O que me chamou a atenção nem foi a senhorinha da loja de vendas a retalho que fazia publicidade à marca que comprei. Foi o café, o verdadeiro café, sentir o cheiro do café moído, sujar a bancada inteira com café e não querer limpar, tirar as borras do café do manípulo e não querer limpar aquilo também.

Mentira as duas últimas coisas.

Senti-me renovado, apreciador nato e um elitista de primeira. Senti com a primeira chávena que podia discursar, quiçá desfrutar de uma conversa amena sobre tal licor dos deuses. Por momentos pensar estar na Colômbia, Brasil, Cabo Verde e Campo Maior. Senti-me como se me chamasse David Nabeiro e dominasse o negócio (sim, apreciei com dois dedos juntos a textura do pó), dizendo a directores de empresas estrangeiras que o café deles é uma merdinha e que o meu é que é bom.

Mas percebo porque as máquinas de cápsulas proliferam. Ninguém quer ter trabalho, mesmo que o trabalho que se tenha aqui seja de louvar e até de respeito pelo grão negro (parece nome porno, mas pronto).

Enquanto escrevo, cruzo a perna, cheiro o conteúdo da minha chávena com um Delta enriquecido a vida e fecho os olhos para pensar nela (na vida).

(estou a trabalhar mesmo...)

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19
Abr18

Coisas que Espanha me vai dando

David Marinho

A parte boa de ser estrangeiro é que as senhorinhas que vendem cartões de crédito não os podem fazer com estrangeiros. A parte má é não percebermos por vezes patavina do que é dito, no entanto acedemos porque em todo o caso, café é café.

Viagens curtas e sobretudo animadas. Quem diria que me iria rir tanto com espanhóis!

Primeiro, a forma dilacerante com que falam ao telemóvel como se estivessem a decidir se Madalena merece ou não levar pedrada. 

Segundo, vislumbrar nos lugares ao lado uma senhora a exercitar as mãos com movimentos vigorantes, exagerados, denotando em mim uma certa vergonha alheia.

Terceiro, constatar que o amor existe mas o sexo podia ser uma realidade em autocarros de turismo, caso não tivessem vergonha de o fazer, que é o caso dos lugares da frente entre duas meninas bem bojudas que vão tentando molhar a sopa.

Quarto, adormeci e acordei com o meu ressonar colossal.

Quinto, difícil encontrar bom café e isso faz de mim pior pessoa do que já sou.

No entanto, neste momento Espanha prepara um pedido de extradição porque vim invadir a normalidade da cidade de Madrid e o descanso de toda uma nação com o meu roncar poderoso. Se calhar é da minha cabeça mas eu fico constrangido com estas coisas.

E como vão os meus portuguesinhos de um raio que têm uma hora a menos que eu agora?

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17
Abr18

Inspiração, não fujas!

David Marinho

É o completo terror!
Bem, encontro-me à frente de um computador, bebericando um café com o dedo mindinho para fora (aliás, em tempos idos, este gesto era realmente diferenciador no que tocava à educação e bons costumes. Hoje é só estúpido). Ao beber este cálice em chávena com água a ferver, grãos de café moído e uma pressão de 15 bars, reparei na falta incessante de temas, de momentos para dactilografar aqui neste espaço, que tanto é meu como é daqueles que olham para o Domingo à tarde com ternura, com uma pitada de fogosidade à mistura e chouriço assado com pão alentejano.

Essa falta de temas, de momentos tem um denominador comum: meteorologia. Sinto que o tempo tem feito pouco de nós, sobretudo saúde, e tem feito gato sapato das nossas escolhas de roupa para sair à rua. E com isso abriu um buraco jeitoso no cérebro, deixando que diversas sinapses fugissem para longe e me deixassem à deriva sem qualquer chão, sem qualquer porta (Titanic, que saudades), sem qualquer tapete, sem qualquer...cala-te, porra!

E ao escrever estas pérolas, percebi que o tema pode ser o próprio tema.

Confusos?

Eu também.

Não sei onde quero chegar com isto mas o importante é ter saúde.

Saúde e dinheiro que a saúde não paga contas, antes pelo contrário.

Mas mortos também não fazemos nada e dizem que ainda incomodamos as pessoas.

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