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Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

15
Nov17

#11 Chucha-me o nabo

David Marinho

O bom que levo desta vida é o de poder olhar para as pessoas, para pessoas e tudo o que trazem com elas. Existem olhares, uns cheios de vida e outros tão vazios e todos eles coabitam, constroem o mundo onde vivemos. E hoje, enquanto fazia o meu trajeto de comboio, pensei muito nisto: podem duas entidades opostas emocionalmente coabitar o mesmo espaço? Não pode com isso haver uma transferência de energia, que possa, das duas, uma: ou acabarem as duas num estado emocional igual ou uma acabar por descer um nível e a outra subir por descarregar a sua energia noutra pessoa?

Eu sei que isto parece conversa de malucos mas diz muito da forma como nós lidamos com pessoas com atitudes muito distintas de nós. Acabamos, porque a carne é fraca, por herdar de forma automática as "dores" dos outros, e acabamos por nos transformarmos numa pessoa que nunca fomos. Qual a solução? Deixarmos de forma irremediável o lixo tóxico humano que vamos encontrando por aí? Não esquecer que em muitos casos esse lixo pode ser família (e não, não é nada pessoal).

Começo a levar a sério esta história de nos darmos com as pessoas erradas, que podem mudar muito a nossa forma de ver as coisas, viver as coisas, definir as coisas. Não para melhor, claro.

Agora a parte engraçada disto tudo: pensam nisto ou sou só eu? Faz algum sentido para vocês estas coisas?

 

08
Nov17

#10 Chucha-me o nabo

David Marinho

Imaginei-me a escrever

Versos tais que emocionavam

O sal ateu

Das lágrimas que latejavam

A cada passo teu. 

 

Imaginei-me despido

do preconceito que é corresponder

a mágoas empobrecidas de paixão

de gente que não sabe ter

tino no coração.  

 

E fui caminhando

porque caminhando eu sei o caminho

que a obra faz crescer 

do Algarve até ao Minho, 

até o sol nascer. 

 

01
Nov17

#9 Chucha-me o nabo

David Marinho

Faltam 6 minutos para o metro e servirão para vos escrever. 6 minutos que separam a minha inércia da minha não inércia e que separam 10 pessoas na plataforma para 120. Mas que raio de boom foi este de turismo? Eu sei que o facto de estar neste país há quase 30 anos me faz ter uma opinião quase aversa às qualidades do mesmo, e que acho, por exemplo,  Salamanca uma cidade incrível para se estar e viver (ainda não vos falei das minhas férias, pois não?) e que as pessoas dessa cidade pensem o mesmo que eu do meu país. Só que eu gostava de me movimentar em Portugal e que tivesse espaços feitos para portugueses. Ainda há uns tempos, no Rossio em Lisboa, uma funcionária de um café começa com um Hello...não se faz, mesmo que a zona esteja inundada de estrangeirada. É que eu no estrangeiro sou tudo menos turista porque odeio os circuitos, tourist zones, etc porque tanto ando numa zona movimentada como depois ando enfiado num beco sem saída. E muito menos ando com guias, falantes ou escritos.

O metro chegou e uma vez percebe-se que nunca houve espaço para os nativos, muito menos há para os turistas dentro do mesmo metro. 

Viva Portugal! 

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