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Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

01
Ago18

Dom de escrever? Nunca.

David Marinho

Escrever só é um dom para quem sente, sente muito e para quem explora o lodo onde nos escondemos incessantemente dos tremores de Terra que são provocados pelas nossas emoções. O dom em si é uma coisa especial que só está ao alcance de quem completa no papel o que não consegue completar na sua realidade. 

Quantas vezes nos deparámos com o simples facto de provocarmos a alegria, a tristeza, a completa comoção sem tocarmos na pessoa? Sem nos ouvirem? Só a capacidade que vamos tendo de reinventar a roda numa folha de papel, é que permite só de ler, dar tudo o que somos a quem não consegue segurar na hora o que não tem.

Mas ainda assim acho que não tenho um dom. Nem quero. Para me permitir manobrar o leme enquanto viajo na expressão física do amor, na emoção colossal da alma, nos gestos mimados da vida. De certeza que não ficará nunca um amargo de boca.

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23
Mai18

Há qualidade na escrita hoje em dia?

David Marinho

Devo alertar o leitor de que aquilo que vou escrever é desabafo e não crítica. E não é crítica porque os anseios, a vontade, o bichinho das letras fica com quem explora as coisas e as torna em algo que nos faça imaginar.

Escreve-se com pouca qualidade hoje em dia - muito pouco, direi melhor. E quando falo de qualidade, não falo na qualidade que nos soa ao ouvido mas na qualidade do que se escreve. A escrita, como aliás em toda a arte, depende exclusivamente do nosso trabalho. É preciso praticar muito para melhorar a técnica, os assuntos e o momento, e isso consegue-se com persistência e alma. Quantas vezes não andamos nós aqui a debitar coisas sem sentido à espera que nos soe artístico, ao invés de tentarmos sermos sólidos na escrita?

Penso muito nisso.

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É preciso dominar o momento porque facilmente perdemos assunto. É humanamente impossível (posso estar errado) sabermos tudo, mas é preciso saber alguma coisa, sempre alguma coisa, para que possamos discutir com o papel tudo aquilo que possamos pensar das coisas. Não há nada melhor do que nunca morrermos por falta de argumentos. Nada!

E dito isto, direi que tenho cota parte dessa culpa porque nem sempre tenho assunto e quando tenho...

Mas vamos melhorar isto, para bem dos leitores que tornam tudo isto mais vivo, e para nós mesmo que nos sentimos mais capazes de partilhar alguma da nossa arte.

30
Mar18

Escrita comercial: sim ou não?

David Marinho

O acto de escrever bem é uma coisa complicada. Não há receitas milagrosas para o sucesso, para a emoção que a escrita possa provocar. Por isso quando me perguntam por um livro, digo—lhes que a minha cabeça quer, a minha mão teima e a minha consciência pesa. Escrever uma obra que assente bem na alma, é daquelas satisfações que devíamos sentir uma vez na vida, de trabalho feito e conseguido. Mas depois olho para certos autores e obras e percebo que nem todos pensam assim: há um desejo de escrever por escrever que se torna comercial do qual eu não concordo, ou pelo menos me dificulta o foco para aquilo que é fundamental: gostar realmente do que está escrito. 

Quem atingir esse Santo Graal literário, creio que mais do que o dinheiro, sai uma alma enriquecida e muito mais madura. Não quer dizer que não o seja desta forma, mas não é preciso um curso para se perceber onde quero chegar.

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