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Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

30
Jul18

Quando ser feliz passa para segundo plano

David Marinho

(texto não feito para desempregados, mesmo que possam partilhar da mesma ideia)

Às vezes custa-me acreditar no argumento de que tudo depende da natureza da vida. Que a felicidade é utopia porque, dependendo da nossa natureza, há coisas mais importantes do que ser feliz, do que estar bem, do que andar bem na vida. Há nisto uma certa hipocrisia, que é despoletada, talvez, pela maior disciplina que uns vão dando à cabeça do que outros. Às vezes perdemo-nos em estatutos, destaques, só porque, mesmo que não sejamos felizes, andamos lá por cima (talvez a ver apenas a desgraça que vai acontecendo cá em baixo). 

Então argumenta-se tudo com um "depende". Depende de como estamos, depende de como vamos estar, depende do sítio, da forma e do conteúdo, quando nem nos perguntamos o que nos provoca, porque somente o dinheiro paga as dívidas. Diria até que elas vão crescer daí para a frente...

E a sociedade anda mesquinha por causa disto. Cada um lida com a sua vida como quer e nisso eu concordo. Só não concordo que achem que vivam sozinhos, que o conceito das coisas é o conceito delas próprias. Eu escolho a minha definição de felicidade, que é ligeiramente diferente da de algumas pessoas. Ganho menos para o bolso mas mais para outras coisas.

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25
Jul18

Arriscar ou não arriscar

David Marinho

Não sei se são dos meus olhos, da forma como vejo ou do sentimento que transmitem, mas há sítios que de tão impregnados em memórias, pessoas e emoções que estão, me afastam para que eu mantenha intacto todo o chão que pisei. Não quero perder a inocência do espaço e do tempo, e permanecer para sempre com a idade feliz, dos momentos felizes para que possa vir e sentir saudades. Quem permanece mais do que o próprio tempo, arrisca-se a matar o bom e o mau das coisas, e fartar-se rapidamente de tudo, até do ar rarefeito que nada acrescenta.

E vagueio perdido porque nada disto me é confortável, mas necessário. Tudo isto são mares que nunca naveguei, estradas que nunca conduzi mas que me levam a algum lado. As novas memórias irão preencher as más memórias, porque as boas tendem a ficar. A minha história irá ser conduzida ao seu expoente máximo, por entre desfiladeiros de sentimentos e emoções que só pode ser comparada com o apogeu. Ser feliz será o maior pódio, e não tenho a mínima dúvida que a felicidade será tão precisa no futuro como a água ou a comida.

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05
Jun18

Sê livre, o resto que se foda

David Marinho

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As rugas sobressaem quando o olhar amansa e traz uma lágrima na voz. Olhamos sempre em perspectiva com o tempo, cada vez mais alto para abranger a vida tal como ela é. 

E o cheiro a mar, à terra molhada da saudade, ao sol que se senta numa esplanada e pede um refresco. Tudo isto é utopia para quem a vida é um fracasso, um fardo, um sofrimento atroz. E ninguém aceita alguém que não se levante e se mostre capaz, e não hoje que tudo é tão mesquinho e superficial.

Devemos querer o bem-estar: o nosso e o dos outros porque isso traz-nos uma bagagem muito maior, e essa deveria ser a maior luta da nossa vida, porque só essa nos permite tudo o resto para sobreviver.

O que estão a fazer às pessoas não se faz. Digo-o aqui e em todo o lado onde cortam a voz, a força e a elasticidade emocional para dar e receber. Vivo numa sociedade oca, que sobrevive com dinheiro, que luta por dinheiro, que sofre por dinheiro e que morre por dinheiro. Ninguém pensou que somos um pedaço de carne que por acaso precisa de afecto e atenção, de sorrisos e sonhos, de amores e afeição, tudo de borla e ao alcance de qualquer um.

Fazes-me um favor? Eu prometo que te cobro na mesma moeda.

Abraça alguém, ama alguém de forma livre e descomplexada, convida alguém para partilharem a alegria de viver. 

 

O resto que se foda.

 

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