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Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

28
Ago17

Direito à diferença ou dever de igualdade?

David Marinho

Nós (sociedade) temos um mal geral. Queremos tanto tornar a igualdade de direitos, de respeito por todas as raças, géneros, etc que acabamos por cair no ridículo de mostrar, mais do que as diferenças óbvias, que há mais desigualdade, desrespeito, cavando ainda mais o fosso entre o que achavam que iriam juntar.

Não conseguem viver com o simples facto de que há diferenças, mas que temos para com todos o dever de equilibrar os direitos instituídos, nas oportunidades, quer de trabalho, de vida, na educação, na forma de tratamento. Sim, na forma como se tratam as pessoas. Por isto quase ninguém se indigna, ou pelo menos não tem a força que tem como teve os livros da Porto Editora. 

Não podemos achar que a retaliação dos oprimidos é bem feita. Temos é de achar que os que oprimem, estão mal, seja homem, mulher, preto ou branco. Temos de punir quem pratica o mal, o que não deve ou está contra a lei. Não é ter as suas preferências e achar que agora vamos todos matar a sua barriga de misérias que dura há décadas.

Ao que parece os livros tinham o mesmo grau de dificuldade, mas o que foi partilhado foi a diferença entre duas páginas, esquecendo por completo que os livros têm dezenas delas. É o mesmo que julgar o livro pela capa, estou errado?

Temos de acabar, isso sim, com o julgamento fácil. O linchamento soberbo sobre as outras pessoas, só porque estão contra aquilo que acreditam.

Não temos o direito de acabar com a liberdade dos outros, se isso não interferir na nossa. Podem não gostar, podem ofender ou gozar com a situação, mas nunca obrigar a que se retire a liberdade. Isso nunca.

 fonte: Público

16
Ago17

É só estar lá quando é preciso

David Marinho

Já chega desta modorra, não é? Querem algo mais romântico agora, certo? Não? Ok.

Mas vou ser.

Há pouca coisa na minha vida que me prende a atenção a 100%, porque não tem a magia, não provoca aquele clique que é indispensável para ser inesquecível. Pouca coisa me deixa cegamente apaixonado por tudo isto que é viver. E nós precisamos de viver, e sobretudo de nos apaixonarmos pela vida. Nada me conforta mais do que observar a L., de olhos fechados, dormitando. E posso-vos dizer que sei quando cai profundamente no sono, porque sinto-o e porque é tão dela. Ninguém faz isto, ninguém pára para observar os pequenos pormenores da vida. Todos acham que tudo tem um propósito, um objetivo comum, algo com que se possam gabar mas estas coisas não se compram. Garanto-vos que acordar ao lado dela é, vá lá, mais de meio dia ganho. 80%, vá, porque o resto passo a trabalhar. É saber que caímos de pára-quedas e lá em baixo está uma rede para nos amparar. E o amparo não se compra, muito menos na solidão. E a pensar que às vezes só precisamos de estar lá quando elas precisam, de segurar a barra quando as coisas se complicam, porque raramente nos pedem mais do que fazê-las feliz. E, homens que me leem, sabem tanto quanto eu que não sabemos a ponta de um corno da vida sem um mulher por perto, certo? Certo.

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