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Domingo à tarde

Não gostas, queres ver!

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30
Out17

Estas voltas ao estômago...

David Marinho

Uma semana depois voltei. Não, não fui de férias, apenas as ideias é que foram embora de férias. Falo-vos neste momento com um ligeiro problema de estômago, que é o sítio onde em princípio começa a dar voltas quando oiço falar do que ouvi nos últimos tempos. Ora sai uma independência da Catalunha para a mesa 1, ora sai os incêndios para a mesa 2. E adivinhem qual dos dois não está resolvido? Exacto, nenhum. Tanta conversa, tanta gente que opina e não vejo resolução para nada. Ninguém falou com os catalães, depois ninguém falou com os lesados dos incêndios (os verdadeiros, entenda-se), nada. Só vejo políticos e politiquices e uma mão cheia de gente que não passa de caca, mal cheirosa, nojenta e incapaz de decidir o que quer que seja. Ah e ainda temos a questão as petições, que em vez de ser vista como algo positiva, serviu para verificarem quantos homens assinaram e com base nisso opinarem de forma violenta contra a classe masculina. Uma vez mais...zero soluções mas ideias há muitas e pessoas então nem se fala.

01
Out17

A democracia é uma utopia

David Marinho

A Catalunha mostrou-nos que a liberdade, a democracia são verdadeiras utopias. Aliás, mostrou-nos que afinal o mundo vive em concordância de valores, atitudes e desconfianças. Vive sobretudo numa sombra onde não há espaço para negar, para rejeitar o outro, para se ser diferente. Sou muito sincero quanto a isto: não me interessa muito se são ou não são independentes. Pouco me interessa o resultado do referendo, o que possa vir daí. Mas a democracia, o direito à escolha, a liberdade de expressarmos o que queremos, em que moldes queremos sem prejuízo de ninguém, faz-me uma comichão que nem imaginam. Não concebo haver pessoas com medo de terem opinião própria, uma escolha própria, sem que tenham de se esconder da sua própria morte, simplesmente porque os outros calam tudo o lhes apetece, por conveniência. Não concebo como é possível haver polícia que possa vetar o acesso às urnas, batendo inclusivé em quem por direito gostaria de votar, e votar sobretudo num rumo para a sua vida.

Volto a dizer: não quero saber da Catalunha, quanto muito afectará o acesso estrangeiro ao país/estado/região. Mas não tirem direitos nem a voz de quem, sem armas e ironias, só está ali para decidir por um sim ou por um não.

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