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Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

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26
Fev18

Abdicar do medo de viver

David Marinho

Quando somos muito jovens, vivemos no desespero de viver tudo ao mesmo tempo, de experimentar tudo em quantidade, mesmo que não se veja qualidade em nada do que se faz. Instigamo-nos a fazer merda (da grossa) para podermos ter a certeza que pior do que aquilo não há e esquecemos as pessoas, mas não é por mal. Esquecemos porque elas são apenas pontes de contacto com a terra, porque vivemos o tempo todo na lua.

Mas com o passar do tempo, vamos filtrando a estupidez e vamos ganhando uma certa burguesia na alma. Já não queremos em quantidade mas em qualidade, e pior é quando a qualidade fica abaixo do nosso patamar - tornamo-nos chatos, muito chatos. Pagamos para experimentar a melhor comida, o melhor vinho, a melhor terapia, o melhor hotel, a melhor viagem, o melhor serviço. Quando já não somos tão jovens assim, procuramos absorver tudo, na exacta conta da emoção das coisas, com medo que percamos tudo com o passar do tempo.

É preciso abdicar do medo de viver. Abdicar do aborrecimento que é não ser novo, porque há sempre tanto para contar.

 

03
Nov17

Violência passou ser cool?

David Marinho

Preciso de partilhar o que penso sobre alguns assuntos que têm vindo à baila.

Houve uma altura, e não há muitos anos, que a violência era uma coisa possível mas que ía aparecendo aqui e ali. Aliás, se quiséssemos perceber como ía a violência no nosso país bastava ir a qualquer CM desta vida para perceber. Mas hoje em dia parece que triplicou, ou então passou a ser filmado e acessível para todos. A violência, a predisposição para partilhar a desgraça alheia é uma coisa tão banal hoje que chega a ser ridículo como as próprias pessoas que o fazen ainda não tenham caído em si. Ontem em 5 minutos passou por mim actos de violência em Coimbra, actos de violências no Urban Beach em Lisboa e um tipo que a brincar na linha do comboio foi atropelado por um, filmado até ao tutano, de perto porque a situação em ti ainda não era suficiente má para ser partilhada, então tiveram que fazer zoom, andar á volta de um futuro cadáver para vermos tudo. 

A pergunta que faço é: o que se passa no mundo? Medo que acabe o mundo e agora vamos exorcizar frustrações? 

Há assim tanta frustração, o suficiente para descambar em actos desumanos? Há assim tanta gente mal vivida, que tenham de vir para a praça pública arrancar a vida das pessoas ao biqueiro, partilhar tudo o que seja ou não partilhável? 

Além da violência, agora é discussão sobre pedofilia, assédio sexual como se fossem assuntos novos. São muito actuais, isso sim, mas não novos. E bom, bom, seria resolver-se coisas. Sobretudo o que diz respeito ao íntimo de cada pessoa porque ninguém tem a culpa que a harmonia emocional de cada um seja arruinada por gentalha mal fodida desta vida.

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