Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Domingo à tarde

Não gostas, queres ver!

Domingo à tarde

Não gostas, queres ver!

16
Jan18

Acordo...e a vida passou

David Marinho

O engraçado de se trabalhar de noite, é que quando acordamos já a vida passou e estamos no final de mais um dia laboral. Ora, eu começo a ver as primeiras notícias do dia, as primeiras pessoas, por volta das 18h e reparei que desde que adormeci:

  • Houve incêndio perto do meu trabalho;
  • Houve um sismo em Lisboa;
  • Bancada do Coimbra da Mota no Estoril em risco de ruir;
  • Tive uma dor de cabeça.

E podia dar mais alguns exemplos. De noite, não se passa grande coisa, menos para a CMTV que arranja sempre qualquer coisa numa caverna qualquer e transforma-a em tragédia.

O que ainda não foi resolvido foi este frio. É que já começa a entrar no osso e não é bonito. Chuva está fora de questão, deixa a roupa toda molhada e ao fim de algum tempo a cheirar mal - não pode ser. Nevar era engraçado para a criançada e até para adultos, as estradas é que pronto...

 

Só peço 20 graus vá. Temperatura suficiente para não andar vestido de iglô e com possibilidade de apenas mexer os olhos porque o resto já foi.

 

05
Jan18

Metropolitano de Lisboa, a metáfora da vida.

David Marinho

O senhor de bigode, o puto charila, a senhora apressada, o segurança que faz o seu trabalho, máquinas, máquinas e mais máquinas. À superfície o chão treme quando passa o metropolitano, leva e traz gente, gente, gente e quando pára, pára de vez porque nada resiste ao tempo. Antes os túneis eram escavados a partir do chão, furando cidades. Hoje é um buraco, buracão e o resto fica nos meandros da cidade. Como as pessoas, que antes abriam-se porque eram gente. Hoje fecham-se, e precisamos de explorar lá em baixo, onde moram as trevas e resiste o lodo das vidas de alguém. Agora temos escadas rolantes, porque facilitam as subidas, mas eram as escadas que davam valor a quem tinha a coragem de subir. Como na vida. O metropolitano afinal é metáfora e dá nome. Aos desconhecidos que se encontram e coexistem, coabitam e ainda pagam para isso. Mas não se falam e o toque é o mal necessário. Porque as pessoas não se tocam, mas não falam e querem estar. Não se está quem não quer estar. E duas pessoas que não estão? Mergulham num estado de inexistência?

 

Oh vida. Próxima paragem: Baixa - Chiado.

IMG_20180104_103342.jpg

 

04
Jan18

Acordei burguês

David Marinho

Hoje acordei burguês, endinheirado até ao tutano, com posses por todo o lado desde Lisboa até aos campos de Caneças. Perguntar-me-ão, não sem antes com uma tremenda delicadeza e um sentido apuradíssimo de respeito: "Mas Conde David, o que o faz sentir-se uma figura exemplar e seguidora dos mais altos valores da sociedade?" e eu direi com palavras caras: "Porque sim." apagando o meu cachimbo, pondo no bolso o meu monóculo, que um dia haverá de ser apanágio dos Presidentes da República (quando a monarquia cair).

Na verdade estou a beber um café no cinema de São Jorge, em plena Avenida da Liberdade em Lisboa. Este acto de existir para um simples café é qualquer coisa de extraordinário.

Um dia convido os meus semelhantes, vossas excelências, para uma conversa neste espaço, ao qual darei o nome de "Conversas de Conde ao São Jorge" - aproveito e vou já ao notário, ate já.

IMG_20180104_091555.jpg

 

O que procuras?

Autor disto

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Instagram

Blogs Portugal

O que já foi escrito

    1. 2018
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2017
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D