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Domingo à tarde

Não gostas, queres ver!

Domingo à tarde

Não gostas, queres ver!

06
Jan18

Toca a acordar!!

David Marinho

O relógio marca as seis da manhã e não se vê vivalma na rua. Minto, minto, até vejo mas não existem naquela hora, onde a consciência apenas acordará com o primeiro café ou o primeiro raio de sol. Este estado entre tudo e nada define o que vejo a esta hora. 

Hoje pensei trazer agasalho suficiente mas os oito graus, que vão marcando na única luz capaz de iluminar a rua (a da farmácia),  com uma cruz verde latejante que vai guiando a escuridão, são suficientes para me causar um recolher obrigatório do meu corpo para voltar a equilibrar a minha temperatura.

É o trabalho que faz estas pessoas estarem na rua a esta hora. Por isso dou valor ao trabalho. Dormir é bom mas é preciso viver, é preciso ter gente e ver gente, para que possamos sentir que a nossa existência ainda vale alguma coisa.

 

Bom dia e bom fim-de-semana.

IMG_20180106_060853_376.jpg

 

15
Nov17

#11 Chucha-me o nabo

David Marinho

O bom que levo desta vida é o de poder olhar para as pessoas, para pessoas e tudo o que trazem com elas. Existem olhares, uns cheios de vida e outros tão vazios e todos eles coabitam, constroem o mundo onde vivemos. E hoje, enquanto fazia o meu trajeto de comboio, pensei muito nisto: podem duas entidades opostas emocionalmente coabitar o mesmo espaço? Não pode com isso haver uma transferência de energia, que possa, das duas, uma: ou acabarem as duas num estado emocional igual ou uma acabar por descer um nível e a outra subir por descarregar a sua energia noutra pessoa?

Eu sei que isto parece conversa de malucos mas diz muito da forma como nós lidamos com pessoas com atitudes muito distintas de nós. Acabamos, porque a carne é fraca, por herdar de forma automática as "dores" dos outros, e acabamos por nos transformarmos numa pessoa que nunca fomos. Qual a solução? Deixarmos de forma irremediável o lixo tóxico humano que vamos encontrando por aí? Não esquecer que em muitos casos esse lixo pode ser família (e não, não é nada pessoal).

Começo a levar a sério esta história de nos darmos com as pessoas erradas, que podem mudar muito a nossa forma de ver as coisas, viver as coisas, definir as coisas. Não para melhor, claro.

Agora a parte engraçada disto tudo: pensam nisto ou sou só eu? Faz algum sentido para vocês estas coisas?

 

04
Out17

o medo de perder a madrugada

David Marinho

Na madrugada da vida

ouvem-se o bater das lágrimas no chão

são tudo o que somos, o que sonhamos

são a cabeça, são os medos do coração.

 

As teclas do piano fluem

fluem notas, ouvem-se palmas no fim

é parte do meu sonho que não tive

que seriam parte de mim.

 

E no fim sobra o medo

que percamos tudo o que amamos

porque na lei da vida, hoje estamos bem

e infelizmente depois já não estamos.

 

Aquela voz, aquele timbre

aquela nota deprimida que não gosto

foi a gota de água para uma noite mal dormida

que pela manhã dará num sorriso, uma tristeza que não mostro.

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