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Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

22
Jul18

Quero dormir, posso?

David Marinho

Meio adormecido, meio macambúzio a meia luz, é assim que vai nascendo o dia de todos os dias. Ouvem-se os pássaros a chilrear desenfreados, ouve-se o vento que, embora estejamos em tempo quente, tem sido gelado, repentino e com força. Saio ali na usada Gare do Oriente num comboio à pinha vinda de Sintra, e comigo saem centenas de pessoas que irão fazer o mesmo que eu, ou pelo menos merecer por fazer, nascendo assim o dia de todos os dias. Não me apetece conversar, nem ver as vistas de sempre, prefiro ouvir.

Até ao meu primeiro café, sinto que o meu cérebro permanece em poupança de energia. É tudo cerebral para mim nas primeiras horas da manhã, desde o assimilar da hora de acordar,  com a luz do dia, com o pequeno-almoço em quantidade e qualidade, tudo.

Chego ao emprego e fico com a sensação de que estive aqui há pouco, que nada se passou desde que saí até que entrei, mas é o brio que nos faz continuar.

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03
Jul18

Quem nunca quis matar o despertador?

David Marinho

Eu quis. Hoje.

É horrível ouvir uma coisa tão pequena, estridente, a acabar com uma das coisas mais belas da vida: dormir. Dormir é o equivalente, em várias vertentes da sociedade em particular, vida no geral, ao prazer. Se estamos doentes, com frio, com calor, chateados, felizes, tudo...tudo é suportável quando se dorme - quando se consegue. Por isso haver um barulho tão irritante que me tire esse prazer, é motivo suficiente para matar. Só não o fiz porque é o telemóvel e preciso dele, senão, possivelmente estaria a esta hora a tratar de comprar outro despertador.

A mim acontece-me, não sei se sou o único, que é incorporar inconscientemente no sonho o som do apito daquela merda. Imaginem que estou a sonhar em estar numa praia, algures nas Maldivas, a comer Mangas. Ouvem o som do mar, não é? Pronto. Volta e meia enfiam-se entre os dentes os fiapos da Manga mas isso não conta. Nisto, vem o som estridente, sobressalto-me no sonho, sobressalto-me na vida real e afinal vinha do telemóvel.

Os fiapos ainda suportava, agora isto? É demais.

Com isto tudo, o que tenho a dizer é que é cedo. E não falta muito para ceder. Que jogo engraçadíssimo de palavras.

Bom dia.

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17
Abr18

Inspiração, não fujas!

David Marinho

É o completo terror!
Bem, encontro-me à frente de um computador, bebericando um café com o dedo mindinho para fora (aliás, em tempos idos, este gesto era realmente diferenciador no que tocava à educação e bons costumes. Hoje é só estúpido). Ao beber este cálice em chávena com água a ferver, grãos de café moído e uma pressão de 15 bars, reparei na falta incessante de temas, de momentos para dactilografar aqui neste espaço, que tanto é meu como é daqueles que olham para o Domingo à tarde com ternura, com uma pitada de fogosidade à mistura e chouriço assado com pão alentejano.

Essa falta de temas, de momentos tem um denominador comum: meteorologia. Sinto que o tempo tem feito pouco de nós, sobretudo saúde, e tem feito gato sapato das nossas escolhas de roupa para sair à rua. E com isso abriu um buraco jeitoso no cérebro, deixando que diversas sinapses fugissem para longe e me deixassem à deriva sem qualquer chão, sem qualquer porta (Titanic, que saudades), sem qualquer tapete, sem qualquer...cala-te, porra!

E ao escrever estas pérolas, percebi que o tema pode ser o próprio tema.

Confusos?

Eu também.

Não sei onde quero chegar com isto mas o importante é ter saúde.

Saúde e dinheiro que a saúde não paga contas, antes pelo contrário.

Mas mortos também não fazemos nada e dizem que ainda incomodamos as pessoas.

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