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Domingo à tarde

Não gostas, queres ver!

Domingo à tarde

Não gostas, queres ver!

09
Jan18

"A vida é sempre a perder"

David Marinho

Lá vão os Maneis,

as Marias,

os Joões,

as Isabeis,

os Franciscos,

as Alexandras,

correndo estrada fora, molhando as calças, os vestidos e as saias até aos joelhos,

pelos carros que passam e não param, como a chuva que cai e não esquece.

Os pára-brisas movem-se freneticamente,

os motores deitam fumo,

às vezes engripam-se

(como as pessoas).

Os quiosques recolhem os jornais, as revistas e as raspadinhas,

as mercearias recolhem as frutas e os legumes,

os cafés enchem-se, as pastelarias enchem-se, as salas de chá enchem-se

- dizem que a chuva é boa para o negócio.

E eu, como a senhora Antónia,

a Gertrudes,

a Manuela,

a Susete,

que comenta com o seu marido José

que a vizinha do segundo esquerdo deve ser uma rameira.

E vivem, revivem, como eu que estou à janela também

vendo e revendo,

vivendo,

a chuva que cai, os ventos que caem,

como as temperaturas,

enfim, como a vida,

que como diziam:

"é sempre a perder". 

09
Jan18

Olhem como chove!

David Marinho

IMG_0259.jpgPois é, a chuva hoje não abranda e eu estou de folga (pausa para aquele risinho malandro), vendo-vos em completo stress por levarem com a mãe natureza em cima (isto soou mal?). A chuva para mim é poesia, um desembaraço da alma. Parecendo que não, só a memória e o pensamento que temos quando ouvimos falar de chuva, já nos transporta para um estado de espírito que não se coaduna com nada menos do que sentimento, paixão, anestesia das emoções. Quem não encontra na chuva um livro, uma caneca de café, chá, chocolate quente, uma manta, luzes apagadas para sentir o escuro do dia? Quando decidi pelo nome do meu espaço, foi também a pensar nos Domingos à tarde de chuva, que pedia total inércia, total apaziguamento do corpo. 

No entanto eu percebo, a chuva estraga os planos lá fora, tira esperança de umas saídas engraçadas e molha. Ninguém gosta de se molhar, muito menos quando é Inverno e as temperaturas descem a pique. 

Mas a carga emocional que a chuva tem, essa é muito maior do que qualquer estado de espírito ou outro estado do tempo.

Bom dia.

04
Jan18

3 maneiras de viver com este tempo

David Marinho

Tempo murcho, friorento, que pede mais sofá e menos trabalho, não é?

Ficam as dicas do Conde David

1. Kit essencial: camisola manga comprida, calças de fato treino meio gastas, meia grossa, daquelas que não usamos na rua por vergonha e chinelo a.k.a. pantufa esquimó;

2. Usarem relógios porque os estores são para fechar por completo, de tal forma que deixamos de perceber se ainda é dia e estamos em Janeiro ou se já é noite em Abril;

3. Netflix, tv por cabo, antena, tdt, puxadas, macacadas, livros, músicas, instrumentos (os musicais para começar) são obrigatórios, não necessariamente por acumulação. 

 

Para quem está a trabalhar, é desejar que acabe rápido e se metam em casa porque isto não é vida para ninguém. Nem isto nem esta coisa que nem chove nem deixa chover. Era como o São Pedrocas andasse aflito para mijar mas tivesse vergonha de o fazer em qualquer lado. Assim temos de esperar. 

 

Muito visual, eu sei.

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