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Domingo à tarde

Não gostas, queres ver!

Domingo à tarde

Não gostas, queres ver!

29
Ago17

"Nós depois conversamos!"

David Marinho

Quem nunca ouviu isto.

Acho que nunca senti tanto medo, e olhem que o terror de uma criança, além de genuíno, deixa mazelas.

O medo de não saber o que se passava, o que foi feito ou o que iria acontecer. Não saber se iria cair uma chinelada, uma mão mortífera que deixaria marca, um calor localizado difícil de esquecer ou até a vergonha de nos gritarem no meio da rua, porque na escola tentávamos encontrar a nossa identidade mas em casa éramos os verdadeiros "conas".

O medo desesperante de querer ver resolvido no momento em que se proferia estas palavras, mas que só iria acontecer horas depois ou nunca, caso a progenitora se esquecesse do sucedido. Aqui aprendemos da pior maneira como deveríamos ajudar em casa, a comportarmo-nos ou a perceber quem manda. É que às vezes servia para nos calar, para não chorar ou para ver o quão frágeis somos perante tal autoridade.

O medo.

Hoje só o "Vai despejar o lixo" soa-me a ultimato e chego a acreditar que um dia ainda me manda com um caixote cheio em cima. Porque vamos sempre a tempo de aprender.

18
Ago17

Nós temos prazo de validade?

David Marinho

Vamos lá falar de coisas alegres, já chega de atentados e...

"Não vives sozinho no mundo, as pessoas precisam de fazer o luto destas coisas"

...não precisam não, o que as pessoas precisam é de um reforço de felicidade, amor próprio e ganzas, para quem é dessas coisas.

E critiquem-me por ter esta forma de vida, não de me borrifar para a realidade, mas de querer viver num mundo paralelo onde ainda existem pessoas que queiram viver de livre vontade, em quase livre arbítrio. Gosto de sentir que ainda me posso sentar na esplanada e apreciar as coisas boas da vida.

Tu! Sim tu, quando é que te divertiste realmente pela última vez? Quando foi a última vez que paraste para viver nem que fossem 5 minutos? Mas certamente paraste para te deprimires com o que se passou em Barcelona, pensando que podias ser tu ali, naquele momento. Não vês que é isso que eles querem? Que deixemos de viver. Que deixemos de contar com o amor próprio para sermos nós próprios num mundo em paz. Eu sei que é uma merda. Admito, é uma merda. Mas é uma merda parar no tempo e não querer avançar, no matter what.

Abraça as pessoas, os amigos de infância, o cão, as árvores, o mar, a natureza e beija o chão da tua casa por teres uma. Aproveita porque temos prazo de validade. Temos prazo de validade. É isso que queres? Diminuir esse prazo? Sinceramente, a meu ver, morrer não deve ser pior do que não viver. Mostras-lhe isso, que deixaste o medo para trás quando te tiraram as rodas da bicicleta, que tiraram as mãos no mar para poderes nadar sozinho, que te deixaram em casa sem ninguém. Isso sim, medo de criança é o maior dos medos. E aprendemos, e vivemos.

Vamos aprender com isto também, está bem?

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