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Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

17
Jan18

Qual o preço de ter tempo de qualidade com os outros?

David Marinho

Sei que as horas são propícias a devaneios estúpidos, insensatos ou confusos. Mas a pergunta que me fiz até foi bastante válida, porque realmente qual será o preço de voltarmos a ter tempo de qualidade com os outros, sem que sejamos impostos pelas - desculpem o pleonasmo - imposições da vida? Qual o preço de fazer as coisas por fazer, sem que tenhamos forçosamente de fazer para compensar? (Percebem a diferença?).

Nós lutamos de forma errada todos os dias por tempo de qualidade, e de forma inconsciente. Descansamos menos para ficarmos acordados para uma última conversa, para uma última visita às redes sociais, para alimentarmos o falso ego, porque isso nos provoca boas sensações mas continuamos a falar menos, a actuar menos. Depois quando temos realmente tempo, queremos descansar da semana "caótica" que tivemos porque dormimos tão poucas horas. Aproveitamos pouco o nosso lar, as nossas pessoas, a nossa vida, porque andamos cansados. 

E se começássemos a pensar que um jantar com aquele grupo de amigos, mais do que ser uma despesa, é uma forma de viver? E se começássemos a pensar que aquela fuga rápida de dois dias de comboio até à cidade que sempre quiseram visitar não é um gasto "incomportável para este mês" mas mais uma escadinha de libertação do stress acumulado? Até o esforço de poupar para tanta coisa causa stress, mas esse é o preço que pagamos para não vivermos bem.

Não sei, assim de repente apetece-me um café ali no Cais do Sodré com todos vocês. 0,60€, 1€, 2€ e vivemos um bocadinho, contamos histórias, rimos e perdemos noção do tempo. É dinheiro que sai em prol das memórias boas, dos sorrisos e das pessoas.

Vamos?

15
Nov17

#11 Chucha-me o nabo

David Marinho

O bom que levo desta vida é o de poder olhar para as pessoas, para pessoas e tudo o que trazem com elas. Existem olhares, uns cheios de vida e outros tão vazios e todos eles coabitam, constroem o mundo onde vivemos. E hoje, enquanto fazia o meu trajeto de comboio, pensei muito nisto: podem duas entidades opostas emocionalmente coabitar o mesmo espaço? Não pode com isso haver uma transferência de energia, que possa, das duas, uma: ou acabarem as duas num estado emocional igual ou uma acabar por descer um nível e a outra subir por descarregar a sua energia noutra pessoa?

Eu sei que isto parece conversa de malucos mas diz muito da forma como nós lidamos com pessoas com atitudes muito distintas de nós. Acabamos, porque a carne é fraca, por herdar de forma automática as "dores" dos outros, e acabamos por nos transformarmos numa pessoa que nunca fomos. Qual a solução? Deixarmos de forma irremediável o lixo tóxico humano que vamos encontrando por aí? Não esquecer que em muitos casos esse lixo pode ser família (e não, não é nada pessoal).

Começo a levar a sério esta história de nos darmos com as pessoas erradas, que podem mudar muito a nossa forma de ver as coisas, viver as coisas, definir as coisas. Não para melhor, claro.

Agora a parte engraçada disto tudo: pensam nisto ou sou só eu? Faz algum sentido para vocês estas coisas?

 

13
Set17

#3 Chucha-me o nabo

David Marinho

O que nos faz verdadeiramente felizes?

Não é sentirmo-nos bem mas a felicidade propriamente dita.

Alguém é verdadeiramente feliz? É possível ser-se realmente feliz a longo prazo?

Pensei muito nisto, quando no comboio apinhado de gente, fiz questão de desligar a música para reparar e ouvir as pessoas. Tudo é um desmazelo, uma complicação e horas difíceis. Tudo é motivo de discussão logo pela manhã, chatices para resolver e contas para pagar. Tudo é razão para desconfiarmos, para não falarmos ou simplesmente para não crermos nas coisas. Ninguém está feliz quando se sente preso ao quer que seja. Os que trabalham para pagar contas, os que têm relações complicadas mas acham que é melhor assim do que não ter ninguém, os que têm o tempo contado, a vida limitada por tudo e por nada. Depois quando se podem deitar numa espreguiçadeira algures num aldeamento no Algarve, isso para eles é a melhor coisa do mundo. Nada contra o Algarve e bem sei o bem que faz aproveitar o Verão algarvio mas já tinha tocado neste assunto: nós vivemos muito pouco. Será que trabalhamos muito e bem, muito e mal, pouco e bem ou pouco e mal? Será que conseguimos ganhar mais ou menos dinheiro? Será que existe muito ou pouco comodismo? Será a cabeça um obstáculo? Será o medo terrível de falhar um obstáculo? E filhos, têm filhos? Amam os vossos filhos verdadeiramente? Educam os vossos filhos verdadeiramente? Ou são um obstáculo na vossa vida?

Afinal porque somos infelizes? É tudo junto? Há razões específicas? Não sabem sequer o porquê?

Eu faço estas perguntas todos os dias. E luto para ultrapassar todas as razões. E faço questão que me acompanhem porque viver num mundo de pessoas infelizes acaba por trazer infelicidade. E é isso que querem?

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