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Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

09
Dez17

Dar amor: podemos fazer isso?

David Marinho

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Há pessoas na nossa vida que nos marcam de forma indelével, pelo que nos souberam dar, em sabedoria ou amor, em fervor amigo ou simples paixão pela vida, tudo o que elas foram e são. E existem pessoas que não podemos deixar, sob pena de acabarem com a magia que temos sobre elas, que fujam de nós porque não temos mais nada para dar.

Às vezes, quando passeava ali no Terreiro do Paço à espera de barco para o Barreiro, caminhava de mãos atrás das costas, porque além das ideias fluírem melhor, a forma como pensamos nelas também. E ali aprendi a apaixonar-me por coisas pequeninas que achava que não davam prazer nenhum. O simples tempo de sentar a beber um café à beira-mar passou a ser o meu passatempo favorito, porque reclamamos sempre tempo para nós quando a idade vai aumentando. Uma utopia.

É que esse tempo vai-nos tirando as pessoas de forma natural. A idade de cada um finda sempre, uns mais, outros menos, mas um dia tudo acaba. Não precisamos de forçar a que fiquemos no limbo entre o desnaturado e o incompreendido. É precisar perder tempo, enquanto a voz e a alma permanecem vivas no tempo e no espaço.

E neste mês, que tanto se diz de consumismo e falsidade, que seja o início de um amor de gratidão, sem que se peça nada em troca. Dar por dar, com coração.

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11
Out17

#7 Chucha-me o nabo

David Marinho

Ontem, em pleno Estádio da Luz, bem perto de cinco mil Suíços, vi-me numa situação que me fez pensar muito. Havia um rapazinho, talvez com 10 anos,que foi com o pai ver um simples jogo de futebol. Ao começar, vejo que o miúdo se levanta e vomita. O que se sucedeu é que me fez pensar: pessoas que enojadas (não só pelo momento em si) olharam para o que aconteceu como algo indelicado, que não se devia suceder e como se só acontecesse a pessoas mal criadas. E saíram do sítio chateadas (algumas duas filas abaixo, vejam só) e algumas ficaram de pé noutra banda do estádio. Eu simplesmente subi uma fila porque a zona estava salpicada mas a falta de compreensão por uma coisa que ninguém gosta mas que pode acontecer a qualquer um faz-me tremenda confusão (e não é só nestas coisas), como se o miúdo como que para chamar a atenção tivesse que vomitar. Eu chego à conclusão que me faz confusão pessoas no geral, que vivemos num mundinho onde se dessem um barraco com um computador, telemóvel e internet chegava perfeitamente para viverem, longe da sociedade em geral. Ninguém compreende o espaço/tempo do próximo, não compreende que cada ação tem um pretexto e tem uma solução. Preferem entrar pelo campo da estupidez, levando a que o pai, incomodado claro, tivesse que abandonar a bancada e ver o jogo perto da zona das pessoas com deficiências motoras. Que mundo é este que, ao invés de acordar para a vida, adormece em cima da morte anunciada? Que pessoas são estas que permitem que um pai tenha de levar o seu filho numa situação complicada para longe dali por se sentirem (essas pessoas) visivelmente incomodadas pelo gesto? Não sujou praticamente nada, não tinha cheiro, nada. Bem o pai me pedia desculpa, por uma coisa que pode acontecer a qualquer um. Enfim...

13
Jun17

Segurança de bairro

David Marinho

Percebo Pessoa, quando se sentra em frente à janela a observar em silêncio as pessoas na rua. Imaginamos os diálogos, os gestos característicos, quem passa e quem não passa, com uma atenção tal que podíamos ser perfeitamente o segurança do bairro que tanto nos falta. É que o tempo aqui flui, como ler, escrever ou ouvir música. O tempo é despido de carne, porque isso é que não percebo porque custa tanto a passar às vezes, e noutras tão pouco - inexplicável? talvez. Gosto da sensação de ser transportado para uma vida paralela, onde podemos errar, treinar e medir a força das coisas como bem entendermos. É que nesta vida - a real - tudo tem um peso e medida, e consoante o tempo, a pessoa ou o espaço, tem diferentes interpretações, o que nunca foi bom. Não digo que a vida em paralelo filtrasse o erro mas filtrava a inexperiência, a inabilidade, a inconstância. 

 

 

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