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Domingo à tarde

Não gostas, queres ver!

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30
Nov17

Escrever em Portugal

David Marinho

Escrever, é tudo o que faço quando tudo o que havia para fazer já foi feito. E escrevo para desafiar as palavras, equilibrar a musicalidade das coisas, o conceito, o conteúdo e o preceito. E escrevo quando as horas me chamam, de manhã à noite, entre feriados e não feriados. O acto é puro, como as minhas palavras, e é por isso que sonho muito, para poder desabafar, falar na solidão que me contém quando escrevo. É que além de puro, o acto é solitário, desconhecido e fundamental. Não basta ter ideias e palavras bonitas, é preciso senti-las. E cada sentimento na nossa língua tem uma palavra ou um palavrão, e é por isso que fico, deixo-me estar porque há coisas que não encontrarei em outro lado. Pudessem todos os outros ter a nossa língua onde pudessem beijar o céu e o coração, gemer de prazer e exclamar de satisfação, tudo ao mesmo tempo, e seríamos todos versados na felicidade que tanto falta a Portugal. 

11
Out17

#7 Chucha-me o nabo

David Marinho

Ontem, em pleno Estádio da Luz, bem perto de cinco mil Suíços, vi-me numa situação que me fez pensar muito. Havia um rapazinho, talvez com 10 anos,que foi com o pai ver um simples jogo de futebol. Ao começar, vejo que o miúdo se levanta e vomita. O que se sucedeu é que me fez pensar: pessoas que enojadas (não só pelo momento em si) olharam para o que aconteceu como algo indelicado, que não se devia suceder e como se só acontecesse a pessoas mal criadas. E saíram do sítio chateadas (algumas duas filas abaixo, vejam só) e algumas ficaram de pé noutra banda do estádio. Eu simplesmente subi uma fila porque a zona estava salpicada mas a falta de compreensão por uma coisa que ninguém gosta mas que pode acontecer a qualquer um faz-me tremenda confusão (e não é só nestas coisas), como se o miúdo como que para chamar a atenção tivesse que vomitar. Eu chego à conclusão que me faz confusão pessoas no geral, que vivemos num mundinho onde se dessem um barraco com um computador, telemóvel e internet chegava perfeitamente para viverem, longe da sociedade em geral. Ninguém compreende o espaço/tempo do próximo, não compreende que cada ação tem um pretexto e tem uma solução. Preferem entrar pelo campo da estupidez, levando a que o pai, incomodado claro, tivesse que abandonar a bancada e ver o jogo perto da zona das pessoas com deficiências motoras. Que mundo é este que, ao invés de acordar para a vida, adormece em cima da morte anunciada? Que pessoas são estas que permitem que um pai tenha de levar o seu filho numa situação complicada para longe dali por se sentirem (essas pessoas) visivelmente incomodadas pelo gesto? Não sujou praticamente nada, não tinha cheiro, nada. Bem o pai me pedia desculpa, por uma coisa que pode acontecer a qualquer um. Enfim...

23
Set17

Não há nada como a nossa casa

David Marinho

Percebi nesta viagem ao país vizinho que o sentimento que temos por Portugal é muito semelhante ao que temos numa qualquer relação. É quando passamos o dia sem ver a pessoa amada é que percebemos que nos faz falta, que se calhar os defeitos que advém da rotina, do hábito, da comodidade afinal era por causa disso. Soube bem chegar a Vilar Formoso e sentir o cheirinho a Portugal, da sua comida, do seu café, do jeitinho bem português de ser. Não encontrei nada disto em Espanha mas sim um país que vive mecanizado,  onde tudo tem hora para acontecer. Menos humano e muito diferente do que estou habituado. Mentira, o hábito deles de sair do trabalho e irem beber um copo agradou-me. Nisso eles vivem mais do que nós, que morremos a partir das 18h. Mas Portugal...é Portugal!  

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