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Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

06
Abr18

Não te deixarei, Sporting Clube de Portugal

David Marinho

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Nem gosto muito de vir para aqui falar de bola porque entendo ser um espaço de partilha quase familiar, de assuntos que possam roçar (ou não) o conforto e o prazer de viver, longo dos assuntos inflamados como a bola. Mas como em tudo na vida, quando algo me inquieta, algo me chama para aqui para me libertar.

Como Sportinguista com "S" grande, vai sendo por estes dias um vivenciar de momentos complicados, e mesmo em total respeito, não deixa de ser difícil aguentar. Falo nisto porque vivo isto, partilho isto com L. como sabem, e em boa verdade, grande parte da nossa vida é passada em Alvalade ou no João Rocha. É algo com o qual nos comprometemos, que me comprometi e que me dá real prazer. Puseram-me nas mãos, ao longo dos anos, a tarefa de culpabilizar tudo e todos, de contrariar o rumo do clube, de me fartar das coisas que iam acontecendo - em vão. Nada me demove do amor genuíno que tenho pelos valores, pela história, por esta coisa primitiva que me chama ao Sporting, independentemente do resultado ou do momento...Nada! Fui ensinado ao longo da minha vida a respeitar a derrota, a perda, porque ela ensina-nos o que aconteceu de errado e, por conseguinte, a melhorar esses erros. Ensinaram-me que qualquer relação demora o tempo que precisar, que nem todos têm o mesmo tempo definido para se ser e estar na vida. E o Sporting ensinou-me que, interpretem como quiserem, que o Esforço, a Dedicação, a Devoção são valores transversais que enraizados em nós podem realmente fazer-nos melhor e mais completos. A Glória é consequência dos outros valores, e ela lá chegará.

Onde eu queria chegar é a este ponto: num mundo carregado de falta de valores, é o cumprimento das coisas que interessa, pelo que não há caminho que valha que sirva de consolação porque tudo é pago com sucesso, até o tempo de antena porque a perseverança deixou de pagar contas há muito. Depois confunde-se exigência com vontade, capacidade com eloquência. E eu sei o que vão dizer mas vou discordar. As coisas resistem com bases fortes, com alicerces capazes, e temos inúmeros exemplos na natureza e na História que o comprovam. Mas é preciso cuidar para manter intacta a força que aguenta isto tudo, e isso só se consegue numa sociedade com valores. É isso que leva, por exemplo, crianças ao desporto e a amarem o desporto, é isso que mantém à tona da água a vontade de regressar e ingressar num mundo cada vez mais pobre. É fácil ganhar no limite porque é mais barato, mas a longo prazo as coisas acabam. E muitos que seguem essa filosofia, além de se borrifarem para os valores, não têm estrutura suficiente para gostarem realmente das coisas.

E eu amo verdadeiramente o Sporting. Nunca levei abanão suficiente que pusesse em causa tudo aquilo que acredito. E ensinarei aos meus descendentes que na vida temos de ter a certeza do que queremos, que devemos lutar pelas coisas que devem permanecer intactas porque foi o sacrifício de outros que nos fizeram chegar aqui. E é essa a maior lição que recebi na minha vida...o respeito. Respeitar para haver ordem, respeitar para haver um caminho, respeitar quem se sacrificou por nós para que pudéssemos estar no patamar onde estamos hoje.

É por isso que eu e a L. estaremos amanhã no João Rocha, Domingo em Alvalade e dia 19 rumamos a Espanha. É um sentimento de pertença que nos preenche e nos ilumina o caminho que temos de percorrer.

Disclaimer: O que digo aqui vai muito para além das escolhas, dos erros, das pessoas que envolvem o clube. O meu objectivo é ir lá atrás, que nos fez estar aqui.

Bem, Viva o Sporting Clube de Portugal.

 

créditos da imagem

24
Fev18

Desrespeitei o meu despertador

David Marinho

Há qualquer coisa de fascinante na forma como lido com o despertador.

Eu por mim abolia o botão snooze porque nunca lhe dei uso, apesar de as pessoas resistirem a acreditar nisso. Acordo ao despertar da primeira nota musical do alarme, e consoante a profundidade do sonho, poderei acordar sobressaltado, de forma lenta ou de forma estúpida.

Mas como acordar de forma estúpida?

Com um salto encarpado na cama, em que no movimento descendente, a minha mão vai ao telemóvel e desliga o alarme. Faz sentido para vocês isto? Não? Sim? Ok.

Mas eu sinto que a minha relação com o despertador é daquelas relações em que se um de nós falha, acabaremos os dois numa depressão, a enfrascar Sumol de laranja puro e sandes de torresmo prensado.

Pensavam não ser possível que um despertador tivesse depressão, não era? E quando não toca? Ora aí está...

Mas por outro lado sinto que devemos respeito a uma instituição que permite que o dinheiro entre em casa, que não tenhamos problemas no trabalho, e outras coisas que não me lembro mas que são válidas. O que acontece depois do despertador já é da esfera de outras instituições, tenham paciência!

Mas hoje desrespeitei o meu despertador. Coloquei para despertar a dada hora e acordei 1h mais cedo, rogando mil pragas ao dito cujo, por achar que não tocou por esquecimento. À hora certa despertou, inundando-me de culpa que ainda perdura. Por isso...as minhas mais sinceras desculpas...

 

...meu cabrão de merda!

 

 

07
Jan18

Essas excentricidades como a higiene

David Marinho

Deparo-me há vários anos e tenho estado há muito tempo à espera para desabafar uma coisa que me faz uma tremenda confusão. Sei que não sou o supra-sumo da higiene e bons costumes, porque estou sempre sujeito a fazê-lo, mas nada me prepara para aguentar (muito menos repetir) as coisas lamentáveis que vou encontrando nas casas de banho públicas e pior...nas casas de banho das próprias empresas, onde lidamos com pessoas que, aparentemente, se regem por valores mais amadurecidos. Talvez seja condenado pelo que disse mas...

E vão concordar certamente com pelo menos um dos pontos:

  1. Tampos de sanitas completamente pintados à pistola sem o cuidado de limparem, como se alguém não aguentasse mais 2 segundos para sentar e fazer as suas necessidades e limparem no fim;
  2. Tampos de sanitas completamente urinados, por alguém com pouca pontaria, pouca força de vontade para levantar o tampo ou simplesmente porque sim, sem que no fim limpem;
  3. O autoclismo é para ser usado. Tal como os piscas nos carros, foram inventados por alguma razão muito particular e fundamental;
  4. O piaçaba é para ser usado - piaçá se quiserem. Ninguém tem o direito de ver, literalmente, a merda que vocês fizeram.

Imaginem acontecer isto por alguém em vossa casa. E agora imaginem que o vosso trabalho era limpar a caca dos outros.

Se gostaram do que imaginaram, continuem a fazê-lo, mas com o meu total desejo que vos façam 10 vezes pior. Se não gostaram, vamos tentar ser uns para os outros. Se quiserem, porque não quero condicionar-vos a terem valores básicos como o simples respeito. É isso, não é? Acho que sim.

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