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Domingo à tarde

Não gostas, queres ver!

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07
Jan18

Essas excentricidades como a higiene

David Marinho

Deparo-me há vários anos e tenho estado há muito tempo à espera para desabafar uma coisa que me faz uma tremenda confusão. Sei que não sou o supra-sumo da higiene e bons costumes, porque estou sempre sujeito a fazê-lo, mas nada me prepara para aguentar (muito menos repetir) as coisas lamentáveis que vou encontrando nas casas de banho públicas e pior...nas casas de banho das próprias empresas, onde lidamos com pessoas que, aparentemente, se regem por valores mais amadurecidos. Talvez seja condenado pelo que disse mas...

E vão concordar certamente com pelo menos um dos pontos:

  1. Tampos de sanitas completamente pintados à pistola sem o cuidado de limparem, como se alguém não aguentasse mais 2 segundos para sentar e fazer as suas necessidades e limparem no fim;
  2. Tampos de sanitas completamente urinados, por alguém com pouca pontaria, pouca força de vontade para levantar o tampo ou simplesmente porque sim, sem que no fim limpem;
  3. O autoclismo é para ser usado. Tal como os piscas nos carros, foram inventados por alguma razão muito particular e fundamental;
  4. O piaçaba é para ser usado - piaçá se quiserem. Ninguém tem o direito de ver, literalmente, a merda que vocês fizeram.

Imaginem acontecer isto por alguém em vossa casa. E agora imaginem que o vosso trabalho era limpar a caca dos outros.

Se gostaram do que imaginaram, continuem a fazê-lo, mas com o meu total desejo que vos façam 10 vezes pior. Se não gostaram, vamos tentar ser uns para os outros. Se quiserem, porque não quero condicionar-vos a terem valores básicos como o simples respeito. É isso, não é? Acho que sim.

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21
Dez17

Já ninguém precisa das pessoas

David Marinho

Não existe mais amor, não existe mais paixão, só existe o jeitinho desarmado dos beijinhos e abraços. Já ninguém corre o risco, nem se deixa encantar pelo sorriso, nem pelas meias palavras desajeitadas, das saias corridas e das tristezas repentinas. Já ninguém sofre sem que bata, sem que queira vingança ou cometa uma estupidez. O amor passou a ser algo que nos ajuda a pagar as contas, os jantares e as companhias para as festas. Já ninguém perde tempo, já ninguém dá espaço, e as flores vão morrendo à espera que os amores as levem com elas. Já não se leva as paixões para debaixo da árvore, para atrás dos blocos A,B,C,D,E da escola, faça frio, calor ou chuva. Já não há medo, nem susto nem o esgar de tesão que rasgue e prove o suspiro das coisas proibidas.

O que há são ecrãs, vozes fracas, ocas, gestos infantis e mimados, joguinhos de sentimentos, um desmazelo completo de um desatinadinho de merda qualquer. Tudo é estúpido, tudo é lá de trás, porque tudo o que sabemos vem nos livros novos, de pessoas novas que se aventuraram com a sua genitália para escrever. Amar hoje é chacota porque um homem que ama não é homem, mulher que ama é atiradiça. Sexo é quase uma constipação que se apanha porque apanhámos frio nos pés, um brinquedo, disponível para quem quiser usar coisas dentro de outras coisas. Sexo já não se merece, porque sexo parece banal porque vem escrito nos livros.

Já ninguém precisa das pessoas. Só precisam quando o chão lhes foge e aí, no desespero, procuram qualquer porto onde possam atracar. Não respeitam a coerência mas procuram-na nos outros, não abrem mão por ninguém mas esperam sempre alguém que as auxilie. E aí tudo é por amor, por tudo o que passámos, pela nossa história e porque nunca pensamos direito quando partimos um para o outro a quente. Mas a história escreveu-se vazia e as pessoas naturalmente vão-se embora, não é? E o partir desarma, aproxima e desespera. Ninguém quer ver partir, nem por uns tempos nem para sempre.

Por isso, por mim, viverei sempre num mundo paralelo, onde posso respeitar o amor, por mim e pela L. Porque preciso dele e dela e porque viverei também dele e dela. E porque lá posso experimentar ser tudo, ser eu em toda a parte.

26
Ago17

3 coisas a ter em conta na vida

David Marinho

O respeito, a espera e a paciência.

 

O respeito é uma coisa muito chata que leva a que, por ordem de chegada, as pessoas tenham que estar numa fila e esperar.

E esperar parece ser uma tarefa que requer algum tempo de adaptação, sobretudo mental, a quem o tempo além de precioso dá-lhe urticária em quantidade proporcional com o número de minutos em espera. Ora atentem e irão certamente lembrar-se de situações semelhantes:

- Olhe desculpe, estamos todos na fila para entrar no autocarro;

- E então? Isto leva 50 pessoas, somos uns 10 no máximo!

- Eu sei, mas é uma questão de respeito, devia aprender;

- Foda-se! Mesquinha de merda.

E foi uma viagem pacífica, e ao olhar para a dita senhora de fones nos ouvidos, percebi que há pessoas realmente, digamos, que são uma merda e que só cá estão para gozar o pouco oxigénio que temos. E ainda vamos ouvir falar dela nos programas da TVI, em alguma máquina da verdade, dizendo que leva do marido, que nunca deixou de o respeitar, porque ele acha que ela anda a meter-lhe os cornos com a vizinha do 2º esquerdo, coisa que ela não aceita porque "ah e tal, não é bem assim".

E ia dizer algo sobre esperar. Requer paciência, mas requer sobretudo a capacidade de perceber porque se espera e quando se queixar de uma espera. É que, caso a senhora não tenha percebido, não vivemos sozinhos e ainda temos de partilhar transportes públicos, hospitais públicos, etc.

 

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