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Domingo à tarde

Não gostas, queres ver!

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25
Set17

Primeiro dia de trabalho após as férias

David Marinho

Tinha escrito sobre a preocupação e a chatice que era o mundo acabar dia 23 de Setembro.

E cá estamos todos. Alguns já foram porque o decurso da vida é mesmo assim mas outros, como eu que escrevo e pelo menos os que lêem isso, estão cá cheios de saúde. Felizmente não desmarquei nada por causa disto porque gosto de viver no limite e porque se realmente acabasse estava a borrifar-me para o que vinha aí. Não costumo perder muito tempo a perceber se existe algo depois da morte, essa coisa metafísica é boa para se ler em livros, fica sempre bem.

Sendo assim, é com grande pesar que vos digo que vou continuar a desgraçar a blogosfera com o que escrevo, muito mais agora que vim de férias e tenho algum tempo livre para explanar toda a panóplia de coisas que inundam a minha vida. Falarei das férias quando sentir algum conforto sem elas porque ainda estão muito frescas, algum jet lag (1 hora de diferença são uns grandiosos 3600 segundos de diferença, atenção a este pormenor) e sobretudo porque ainda não descobriram um trabalho que soasse a férias para uma pessoa se sentir melhor.

 

Boa semana domingueiros!

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07
Set17

Como é trabalhar por turnos

David Marinho

Passam trinta minutos das sete da manhã.

Andam acelerados os primeiros autocarros da manhã, meia dúzia de pessoas vão esfregando os olhos do sono que carregam da noite que acabou. Ao longe o comboio dá sinal de paragem e uma enxurrada de gente sai apressada porque muitos ainda têm de apanhar o metro. Todos os dias.

E eu saio para ir para casa, entrar num autocarro que acabara de trazer cinquenta pessoas e agora regressa com três. E entro de pequeno-almoço tomado que a bem dizer será a minha ceia.

Começam as obras na minha rua, pessoas e mais pessoas acedem em catadupa aos cafés para tomarem a sua primeira bica matinal, enquanto eu levo 2 que tomei durante a noite.

Entro no prédio e saem os primeiros bons dias que serão os meus últimos e entro em casa apressado para me despir e entrar na cama, onde muitos, noutras camas, saíram para trabalhar.

E a vida fluí, trocando a ordem das coisas e o seu curso natural.

Quando acordar, muitos estarão na fase descendente do dia, prestes a ir para casa. Enquanto eu, cheio de energia, tomarei o meu pequeno almoço e me preparo para ir trabalhar.

23
Ago17

Digam lá: são felizes?

David Marinho

Regresso a casa, como todos os dias, com o sentimento de missão cumprida. Muito mais que dinheiro e contas para pagar, o facto de não se levar trabalho para casa é estupendo. Sabe bem pertencer a uma máquina que move o centro nevrálgico da nossa democracia, ter apenas de me preocupar nas horas laborais para acabar em casa, descansado desta rotina, que me deixa tempo para pensar e fazer tudo o resto que há para pensar e fazer. E isto é muito importante de descortinar quando temos de fazer o sacrifício de trabalhar por dinheiro. Mas defendo que devemos ter o mínimo de compaixão pelo que fazemos, senão além do trabalho de casa (ou não), levamos a certeza de que o amanhã continuará a ser um martírio. E nenhum dinheiro paga a infelicidade de se estar, seja onde for, num autêntico frete. E só posso estar feliz, onde imperando o respeito, o meu dever é escrupulosamente cumprido. 

E vocês, são felizes? São mesmo?

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