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Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

13
Jun18

Greves tiram humanidade aos meios de transporte

David Marinho

 

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Da jovem que se maquilha à mãe, amiga e confidente de duas crianças que adormece. Do senhor de idade que não tem espaço para mais rugas à menina do papá que vê a paisagem Alentejana e se encanta. Os que tomam o pequeno almoço como eu e aqueles que se chateiam com afazeres logo pela manhã. Existem as conversas de circunstância, a falta de assunto e os temas acicatados. Dos acalorados aos friorentos, os que tecem comentários do trânsito sem conduzirem e do tempo sem apanharem nenhuma mazela aqui dentro. Infelizmente, ainda há aqueles que se sentem mal para haver haver todos os outros que já se sentiram bem. Já lidámos com os problemas do condutor e do autocarro como se fôssemos nós e o nosso carro.

 

Um meio de transporte próprio é sempre melhor mas nada como perceber como vai a vida a bordo de um autocarro de passageiros. Aqui vive-se de tudo e onde, tantas vezes, encontramos a única forma de nos relacionarmos com amigos, vizinhos e familiares.

 

As greves tiram humanidade ao transporte e assim não há cu que aguente.

29
Jan18

Os autocarros da vida

David Marinho

Ontem, antes de embarcar no autocarro em Braga para Lisboa, vi os abraços emocionados de quem parte e de quem fica. Há qualquer coisa no sentimento de perda, de distância que é anti-natura. Há algo que permanece incólume aos olhos de quem fica, que pesa, mói e envelhece. Não é fácil deixarmos quem amamos, certo? Mas nada nos prepara quando elas fogem para longe pelas mais diversas razões. E são estas coisas que me fazem achar que as tecnologias nunca conseguirão realizar: tornar físicas as emoções, que nenhum algoritmo computorizado consiga desvendar. Os olhos humedecem só de olhar, e isto seria desvendar uma razão que permanece intocável, que vai muito para além de uma ideia feita. O trabalho, os estudos, a vida vai começando a desviar-se das pequenas povoações, as oportunidades fogem e os abraços multiplicam-se porque só ao longe se consegue viver em pleno. Viver não, sobreviver. Nenhum dinheiro paga as nossas raízes, a nossa casa, as nossas gentes e pessoas, as nossas coisas. Nenhum trabalho nos dá a saúde de sermos felizes com o que é nosso.

 

Então apanhamos os autocarros da vida, porque tudo isto deixou de ser simples, e tudo é tão simples se quisermos todos.

10
Jan18

Dilemas ou "deixa-te de merdas, pá!"?

David Marinho

Realmente a minha vida é um dilema, do qual nunca consigo juntar as boas parcelas, todas na mesma equação. Aliás, estou a pensar nisto e estou com outros dilemas. Deixo-vos para apreciação os dilemas seguintes:

 

1. Ter um passe mais barato, mais recheado de transportes mas com horários altamente ridículos e viagens mais demoradas ou gastar mais 45€ e ter um passe que me permite fazer viagens curtíssimas mas que se torna incompatível apenas nas manhãs de fim-de-semana, obrigando-me a deslocar noutro meio de transporte a pagar?

2. Ginásio ou rua? Ir ao ginásio onde me obriga a gastar 30€ por mês e onde tenho algum tipo de acompanhamento ou poupar esse dinheiro e exercitar-me na rua, sujeitando-me ao tempo e à sorte para não ter lesões desnecessárias por falta de conhecimento ou por estupidez?

 

De repente é só. O resto são dilemas de quem não tem nada que fazer, quando tem tempo para não fazer nada. Profundo.

 

Bom dia.

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