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Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

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22
Mai18

3 dicas de como minimizar os danos de um trabalho por turnos

David Marinho

Percebo, pelo que vou vendo aqui no Sapo, que algumas pessoas já tiveram algumas experiências de trabalho por turnos. A esses, porque suponho que deixaram essa vida, digo: "Ainda bem!". Aos que ainda andam nesta vida como eu, digo: "Ainda bem!" - também é importante ter trabalho remunerado, de preferência com alguma justiça. 

Eu entendo quando me dizem que o corpo precisa de descanso, de uma rotina de descanso e que nunca deve fugir da normalidade, biologicamente falando. Aliás, uma das minhas primeiras coisas que implementei quando fazia noites era o de fazer as refeições do dia normais, avançando no tempo, ou seja, jantando às 5 da manhã, ceando às 7h e cama.

O que me faz confusão (mas respeito) é que me digam que não conseguem ter essa vida, se lhes fosse dada essa hipótese. Conseguem, sim, mas é preciso terem algo que hoje não têm porque não precisam tanto: disciplina. É preciso disciplina de sono, de alimentação e este post é para dar-vos algumas dicas para quem sofre deste mal (como eu) ou para aqueles que um dia sofrerão com isto.

 

  1. Quer façam manhãs, tardes ou noites, convém fazer as refeições normais, adaptando o tempo. Por exemplo, se acordam às 17h depois de uma noite, essa é a hora referência para o pequeno almoço. 20h seria o vosso almoço, 23h o lanche, depois jantar, etc.
  2. Conseguem sempre dormir 8h. É preciso é pôr cabeça que deitar às 21h tem de ser uma realidade, se tiverem que acordar às 5h da manhã, por exemplo. A mim custa-me deitar tão cedo, nem na escola primária, mas é possível. E se é possível...
  3. Voltando à alimentação, uma boa alimentação, aliada ao exercício, ajuda o corpo a resistir muito mais às diferenças de tempo, a dormir melhor. O contrário, rebenta com vocês e com o vosso bem-estar geral.

E isto são algumas dicas, não profissionais mas que não põem em causa a saúde de ninguém. Convém recordar que a luz regula o nosso relógio biológico, e é por isso que as noites são naturalmente mais duras de passar. Mas se pudermos ajudar o nosso próprio corpo a regular o sistema...porque não?

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Tenham uma óptima semana.

19
Out17

Tragam-me a cama, precisamos de conversar

David Marinho

O cansaço das horas mal dormidas apoderou-se de mim. Sinto os olhos cansados, pesados, vergados a um peso tal que só pode ser comparado a uma bigorna que acaba de cair do centésimo andar. E vou olhando o relógio que teima em estar parado, tal é a lentidão com que anda como se nunca tivesse andado.

Esperava que fosse mais tarde (esperamos sempre), na ânsia solene de que o dia de trabalho acabe, ou a noite de trabalho, para que regresse à minha cama e me permita estar um par de horas perdido nos laços dos sonhos e dos mundos paralelos.

A cama que é, num estado caótico como este, como algodão debaixo de mim, que se vai ajeitando às minhas curvas, que vai fazendo parte dos grunhidos de satisfação que vou lançando enquanto me deixo levar pelo descanso do esforço mental de me manter acordado.

E hoje quero, agora quero, como se tratasse de uma prenda de Natal, que me tragam a cama. Desejo-a ardentemente porque há dias que devo horas a ela e nunca gostei de dever nada a ninguém.

07
Set17

Como é trabalhar por turnos

David Marinho

Passam trinta minutos das sete da manhã.

Andam acelerados os primeiros autocarros da manhã, meia dúzia de pessoas vão esfregando os olhos do sono que carregam da noite que acabou. Ao longe o comboio dá sinal de paragem e uma enxurrada de gente sai apressada porque muitos ainda têm de apanhar o metro. Todos os dias.

E eu saio para ir para casa, entrar num autocarro que acabara de trazer cinquenta pessoas e agora regressa com três. E entro de pequeno-almoço tomado que a bem dizer será a minha ceia.

Começam as obras na minha rua, pessoas e mais pessoas acedem em catadupa aos cafés para tomarem a sua primeira bica matinal, enquanto eu levo 2 que tomei durante a noite.

Entro no prédio e saem os primeiros bons dias que serão os meus últimos e entro em casa apressado para me despir e entrar na cama, onde muitos, noutras camas, saíram para trabalhar.

E a vida fluí, trocando a ordem das coisas e o seu curso natural.

Quando acordar, muitos estarão na fase descendente do dia, prestes a ir para casa. Enquanto eu, cheio de energia, tomarei o meu pequeno almoço e me preparo para ir trabalhar.

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