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Domingo à tarde

Não gostas, queres ver!

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Não gostas, queres ver!

09
Dez17

Dar amor: podemos fazer isso?

David Marinho

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Há pessoas na nossa vida que nos marcam de forma indelével, pelo que nos souberam dar, em sabedoria ou amor, em fervor amigo ou simples paixão pela vida, tudo o que elas foram e são. E existem pessoas que não podemos deixar, sob pena de acabarem com a magia que temos sobre elas, que fujam de nós porque não temos mais nada para dar.

Às vezes, quando passeava ali no Terreiro do Paço à espera de barco para o Barreiro, caminhava de mãos atrás das costas, porque além das ideias fluírem melhor, a forma como pensamos nelas também. E ali aprendi a apaixonar-me por coisas pequeninas que achava que não davam prazer nenhum. O simples tempo de sentar a beber um café à beira-mar passou a ser o meu passatempo favorito, porque reclamamos sempre tempo para nós quando a idade vai aumentando. Uma utopia.

É que esse tempo vai-nos tirando as pessoas de forma natural. A idade de cada um finda sempre, uns mais, outros menos, mas um dia tudo acaba. Não precisamos de forçar a que fiquemos no limbo entre o desnaturado e o incompreendido. É precisar perder tempo, enquanto a voz e a alma permanecem vivas no tempo e no espaço.

E neste mês, que tanto se diz de consumismo e falsidade, que seja o início de um amor de gratidão, sem que se peça nada em troca. Dar por dar, com coração.

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08
Set17

Sete anos de amor por ti

David Marinho

É de sorriso tolo e de olhos meigos que viajo nesta relação com a L há 7 anos. Fez ontem sete anos, no dia 7 do ano de 2017.

Todos os dias me pergunto o que pretendo para mim na minha vida, e de que forma eu pretendo tudo aquilo que recebo. E sou feliz porque só pretendo sê-lo para viver. Com ela conquistei tudo aquilo que tenho, e todos os dias, ao olhá-la, percebo que fiz a melhor escolha porque nunca idealizei ninguém na minha vida, nem na forma nem no conteúdo, mas só pedia alguém que me fizesse feliz, que eu pudesse absorver tudo o que ela é para eu também crescer. E fi-lo, e continuo a fazê-lo com a sensação de que quando o chão me foge ela está lá para me segurar sempre, com um sorriso ou um mão firme porque nunca tive amor algum que não trouxesse a consciência de que todos os dias são dias de a conquistar mais um bocadinho. Eu sei lá se serei sempre o dono daquele pequeno coração, e que ninguém tenha a certeza que existem coisas eternas, mas trago comigo a certeza de que tudo farei para poder acordar e saber que ao meu lado tenho tudo aquilo que quero. Aos beijos, aos gritos, a rir muito, que isso para mim é que é viver.

 

amo-te 

18
Ago17

Nós temos prazo de validade?

David Marinho

Vamos lá falar de coisas alegres, já chega de atentados e...

"Não vives sozinho no mundo, as pessoas precisam de fazer o luto destas coisas"

...não precisam não, o que as pessoas precisam é de um reforço de felicidade, amor próprio e ganzas, para quem é dessas coisas.

E critiquem-me por ter esta forma de vida, não de me borrifar para a realidade, mas de querer viver num mundo paralelo onde ainda existem pessoas que queiram viver de livre vontade, em quase livre arbítrio. Gosto de sentir que ainda me posso sentar na esplanada e apreciar as coisas boas da vida.

Tu! Sim tu, quando é que te divertiste realmente pela última vez? Quando foi a última vez que paraste para viver nem que fossem 5 minutos? Mas certamente paraste para te deprimires com o que se passou em Barcelona, pensando que podias ser tu ali, naquele momento. Não vês que é isso que eles querem? Que deixemos de viver. Que deixemos de contar com o amor próprio para sermos nós próprios num mundo em paz. Eu sei que é uma merda. Admito, é uma merda. Mas é uma merda parar no tempo e não querer avançar, no matter what.

Abraça as pessoas, os amigos de infância, o cão, as árvores, o mar, a natureza e beija o chão da tua casa por teres uma. Aproveita porque temos prazo de validade. Temos prazo de validade. É isso que queres? Diminuir esse prazo? Sinceramente, a meu ver, morrer não deve ser pior do que não viver. Mostras-lhe isso, que deixaste o medo para trás quando te tiraram as rodas da bicicleta, que tiraram as mãos no mar para poderes nadar sozinho, que te deixaram em casa sem ninguém. Isso sim, medo de criança é o maior dos medos. E aprendemos, e vivemos.

Vamos aprender com isto também, está bem?

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